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Política e Pesquisa 354 Por qual time de futebol torcem os baianos? Nesta inserção, mais alguns municípios: Itororó, na região de transição do cacau para o gado, no Litoral Sul da Bahia, em Dias D´Ávila, na região Metropolitana de Salvador, em Alagoinhas, próxima a Salvador e Feira de Santana e em Senhor do Bonfim, centro-norte da Bahia, no caminho para Juazeiro, e em Ipiaú, situada na bacia do Rio de Contas, próxima a Jequié, mas ainda do âmbito da região do cacau. Itororó, abril de 2012. Amostra: 407 pessoas. Não torcem para nenhum time de futebol: 34,5% Bahia: 1,2% Vitória: 0,5% Flamengo: 27,6% Vasco da Gama: 15,3% Fluminense: 4,2% Palmeiras: 4,2% Santos: 0,7% São Paulo: 2,9% Corinthians: 5,7% Grêmio: 0,2% Botafogo: 3,0% Dias D´Ávila, março de 2012. Amostra: 414 pessoas. Não torcem para nenhum time de futebol: 28,5% Bahia: 34,1% Vitória: 14,4% Flamengo: 6,8% Vasco da Gama: 3,2% Fluminense: 1,5% Palmeiras: 1,7% Santos: 1,2% São Paulo: 2,7% Corinthians: 3,2% Grêmio: 0,5% Cruzeiro: 0,5% Náutico: 0,5% Botafogo: 1,2% Alagoinhas, fevereiro de 2012. Amostra: 806 pessoas. Não torcem para nenhum time de futebol: 43,7% Bahia: 15,4% Vitória: 11,5% Flamengo: 7,6% Vasco da Gama: 1,5% Fluminense: 0,2% Palmeiras: 4,3% Santos: 1,6% São Paulo: 4,0% Internacional: 0,5% Corinthians: 5,8% Cruzeiro: 0,1% Grêmio: 0,2% Botafogo: 0,1% Ceará: 0,1% Atlético de Alagoinhas: 3,5% Senhor do Bonfim, abril de 2012. Amostra: 607 pessoas. Não torcem para nenhum time de futebol: 26,6% Bahia: 10,0% Vitória: 5,4% Flamengo: 22,3% Vasco da Gama: 2,2% Fluminense: 2,9% Palmeiras: 5,9% Santos: 1,7% São Paulo: 9,3% Corinthians: 10,5% Grêmio: 0,2% Atlético Mineiro: 0,3% Botafogo: 1,7% Ipiaú, março de 2012. Amostra: 398 pessoas. Não torcem para nenhum time de futebol: 34,2% Bahia: 3,3% Vitória: 2,5% Flamengo: 32,2% Vasco da Gama: 10,3% Fluminense: 2,5% Palmeiras: 3,0% Santos: 1,3% São Paulo: 2,8% Internacional: 0,3% Corinthians: 5,8% Botafogo: 1,8% Atlético Mineiro: 0,3% Nesses municípios, um constante: a torcida do Bahia em percentuais sempre maiores do que os Vitória. Em Dias D´Ávila, a dupla BA-VI supera os outros times. Em percentuais um pouco menores, o mesmo acontece em Alagoinhas. Em Senhor do Bonfim, Flamengo lidera com 22%. Bahia e Corinthians estão empatados próximos dos 10%, Vitória e Palmeiras empatados próximo dos 6%. Em Ipiaú, o Flamengo retoma a hegemonia, seguido pelo Vasco e expõe a fraca presença da dupla BA-VI, sendo esse também o cenário de Itororó, confirmando que a paixão na região do cacau, do Sudeste da Bahia, pulsa em primeiro e incontestável lugar para o Flamengo, depois para o Vasco da Gama. Não é sem razão que em dias de jogos de times cariocas, é grande o alvoroço e barulhentas as comemorações quando Flamengo e Vasco vencem pelas ruas de Itabuna e de outras cidades da região.
Escrito por Agenor Gasparetto às 11h00
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Política e Pesquisa 353 LIBERDADE DE ESCOLHA O ministro Guilherme Augusto Caputo Bastos, do Tribunal Superior do Tra balho, respondeu com clareza estonteante consulta feita pelo diretor de registros da CBF sobre o Caso Oscar, com dois contratos, um com o São Paulo e o outro, com o Inter. Com a contundência da resposta, não coube à CBF senão incluir esse jogador no Boletim Informativo Diário, condição para o jogador voltar a atuar, no time que deseja jogar. O ministro Caputo mudou o julgamento dos desembargadores paulistas, pois esse “contrariou a vontade do jogador e sua liberdade de escolher onde quer trabalhar” (www.sul21.com.br). Com isso, a liberdade de escolha assume lugar principal na hierarquia dos direitos individuais. E, como decorrência, inverte-se a posição de Inter e São Paulo quanto ao valor da indenização a ser paga pelo não cumprimento do contrato de trabalho rompido pelo jogador, induzido por empresário do futebol, em que a primeira oferta do Inter foi recusada pelo clube paulista. Muitos desdobramentos advirão ainda dessa disputa. Política e Pesquisa 353 Por qual time de futebol torcem os baianos? Há alguns anos, perguntamos a itabunenses, ilheenses e conquistenses por qual time de futebol torcem. Tendo como referencial o Rio Grande, em que ou se é colorado ou se é gremista, no limite, também se torce pelo time da cidade ou região em que se nasceu, surpreende o comportamento nesse interior da Bahia, como provavelmente em todo o Nordeste, uma vez que os orcedores do Bahia e do Vitória, os dois grandes times da Bahia, tem percentuais residuais nessas três cidades. A paixão dos baianos do eixo Itabuna-Ilhéus e de Vitória da Conquista pulsa, sobretudo, para Flamengo, em segundo lugar para Vasco da Gama. Depois, com variâncias, para Fluminense e para Palmeiras e São Paulo e os outros grandes de São Paulo. Vitória da Conquista um pouco mais sintonizada com os times de São Paulo do que as cidades da região do cacau, que pulsam Rio de Janeiro. A partir de agora, vamos conhecer outras realidades da Bahia quanto à paixão futebolista. Vou me limitar aos dados da amostra e aos percentuais de pesquisas de opinião realizadas pela Sócio Estatística e pela GPE Pesquisas. São amostras pontuais, de várias regiões da Bahia, que serão reveladas aos poucos. Aqui, os municípios de Seabra, no centro geográfico da Bahia, Ubaitaba, na região do cacau do Sul da Bahia, e Itapetinga, região entre a região do cacau e o planalto de Conquista. Seabra, abril de 2012. Amostra: 587 pessoas. Não torcem para nenhum time de futebol: 33,2%; Bahia: 2,2%; Vitória: 1,1%; Flamengo: 20,6%; Vasco da Gama: 4,6%; Fluminense: 3,3%; Palmeiras: 9,3%; Santos: 2,4%; São Paulo: 5,4%; Internacional: 0,6%; Corinthians: 14,8%; Cruzeiro: 0,2%; Grêmio: 0,4%; Botafogo: 1,5%; Vitória da Conquista: 0,2%; Real Madrid: 0,2%. Em Seabra, primeiro a fragilidade de Bahia e Vitória. Segundo, a força do Flamengo, com quase 21% das indicações, seguido pelo Corinthians com surpreendentes 14,8%, depois vindo Palmeiras com 9,3%. Ubaitaba, maio de 2012. Amostra: 408 pessoas. Não torcem para nenhum time de futebol: 28,3%. Bahia: 3,2%; Vitória: 2,7%; Flamengo: 33,2%; Vasco da Gama: 17,4%; Fluminense: 4,9%; Palmeiras: 2,0%; Santos: 0,7%; São Paulo: 0,7%; Corinthians: 3,2%; Cruzeiro: 0,7%; Grêmio: 0,2%; Atlético Mineiro: 0,5%; Botafogo: 2,2%. Como já fora observado em Ilhéus e Itabuna, o Ba-Vi pulsa pouco em Ubaitaba. Pulsam forte Flamengo e Vasco da Gama. Os times paulistas pulsam pouco nessa terra. Itapetinga, maio de 2012. Amostra: 702 pessoas. Não torcem para nenhum time de futebol: 28,3%. Bahia: 3,3%; Vitória: 3,0%; Flamengo: 28,9%; Vasco da Gama: 14,1%; Fluminense: 8,1%; Palmeiras: 2,8%; Santos: 0,4%; São Paulo: 1,7%; Iternacional: 0,3%; Corinthians: 3,7%; Cruzeiro: 1,7%; Grêmio: 0,9%; Atlético Mineiro: 0,3%; Botafogo: 2,4%. Nessa terra, a força dos times do Rio de Janeiro, tendo à frente o incrível Flamengo com quase 30% das preferências. Vasco com 14% e Fluminense, com 8%. Os times de São Paulo também não pulsam muito forte nessa terra. Nesses três municípios, emerge a f orça do Flamengo. Fica evidente o quão pouco Bahia e Vitória ocupam o coração do torcedor desses lugares. Em Seabra, destaque para o Corinthians.
Escrito por Agenor Gasparetto às 20h13
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Política e Pesquisa 352 Chico Anísio e Millor Fernandes: o Brasil com menos graça A morte de Chico Anísio e Millor Fernandes, o Brasil fica mais sem graça. Aprecio o humor e pessoas com senso de humor. Tem o dom de tornar a vida mais leve, mais suportável. Falta de senso de humor e tragédia parecem fenômenos estranhamente associados. Nos tempos de hoje, seguramente, o humor faz falta e cumpre um importante papel. Reproduzo trecho do texto de Paulo Timm, do Sul21, para que neste final de semana , um convite à reflexão sobre essa característica genuinamente humana e para que esse tenha lugar maior em nossas vidas. “O humor estaria para a alma como o sono para o repouso corporal, podendo, tal como o sono, pecar por excesso levando ao vício, ou por falta, levando à incapacidade de seus portadores à perda de sensibilidade das coisas simples do mundo. Tornam-se frios e calculistas. Como aliás o sugerem alguns estudos recentes sobre a correlação positiva entre fanatismo e perda de humor. Esta visão do humor, como alívio do espírito, talvez tenha influenciado, também, Sigmund Freud (1856-1939), criador da Psicanálise. Ele o vê como um fator de distensão do homem “civilizado” diante das inevitáveis repressões do controle social da cultura ( “O mal estar da civilização”).” Para ler na íntegra esse texto de Paulo Timm, acessar http://sul21.com.br/jornal/2012/03/o-brasil-perde-parte-de-sua-graca-e-com-ela-sua-capacidade-de-pensar-com-rigor/ Pelé versus Maradona versus Messi, um argumento incômodo Os que apreciam futebol, de tempos em tempos, são acossados sobre quem é o melhor do mundo, como se houvesse a necessidade de alguém ser o melhor do que todos, em todos os tempos. Como se cada época não tenha seus talentos e seus supercraques. E como se, e esse é o ponto que gostaria de sublinhar, como se o indivíduo tivesse maior poder do que o conjunto de que faz parte, em se tratando de esporte coletivo. Para nós brasileiros, Pelé foi coroado e continua com a coroa e continuará ad infinitum. (E pouco importa se um dia um outro não brasileiro surja). . Nessas avaliações, faz muita diferença as cores de quem avalia, se argentino, espanhol, holandês, brasileiro, por exemplo. Maradona até pouco tempo era quem ousava disputá-la, colocando-a em cheque. Agora é Messi, que com frequência, é apontado como seu merecedor. E outros poderiam ser agregados a essa disputa. Todos foram especiais, geniais, em seu tempo, em sua geração. As comparações tem sempre um quê de arbitrário e de subjetivo. O razoável seria listar de cada geração os grandes craques e justificar quem mereceria o posto de melhor de seu tempo. Comparações entre contemporâneos parecem mais plausíveis. E para definir quem é realmente o melhor, é introduzido um argumento curioso e, para mim, incômodo, em se tratando de um esporte em que o conjunto pesa necessariamente mais: títulos, especialmente copas do mundo. Ter como critério definidor de melhor do mundo copas ganhas é seguramente discutível. É como se o indivíduo, elencado a melhor, devesse ter a responsabilidade de dar títulos à sua seleção para fazer jus ao posto de melhor. Sendo assim, vamos fazer um exercício de simulação: se Pelé tivesse nascido angolano, ganense, irlandês ou finlandês, por exemplo, nunca seria o melhor do mundo. A menos que se conclua que Gana, Angola ou um desses países viessem a ser campeões do mundo caso Pelé tivesse na sua época e nesses países nascido. Em minha opinião, mesmo que Pelé tivesse nascido em algum desses países, nenhum teria sido campeão do mundo, mesmo Pelé jogando o excepcional futebol que jogava. É bem provável que sequer conseguissem classificação e se a conseguissem, provavelmente não passariam da primeira fase, a de grupos. Isto porque, antes de individualidades, copas são ganhas pelo conjunto. Fazendo uma análise retrospectiva, Pelé ganhou três copas e perdeu outras duas. Na Copa de 1958, Pelé era um garoto e o Brasil tinha grandes talentos em campo. A pergunta é: se Pelé tivesse ficado no banco ou não tivesse sido convocado, naquele momento, alguma outra seleção teria condições de ser superior a do Brasil? Na Copa de 1962, no Chile, Pelé se machucou e quem fez a diferença foi Garrincha. Contudo, Garrincha não estava só, havia um precioso elenco. Em 1966, com Pelé no auge, o Brasil foi eliminado precocemente, por Portugal de Eusébio, moçambicano de nascimento. (Alguém imaginaria Moçambique ter chegado com Eusébio onde chegou Portugal com esse mesmo jogador nessa copa?). Na copa de 1970, o Brasil voltou a fazer bonito, Pelé estava em companhia de uma constelação de craques, sequer foi o melhor dentre eles, como Tostão, Jairzinho, Rivelino, Gérson e um elenco incomparável. Novamente a pergunta, sem Pelé, alguém teria batido nossa seleção? Em 1974, fomos novamente eliminados precocemente, pela Holanda, de Cruijff e o fabuloso Carrossel holandês. Por essas razões, parece-me injusto introduzir como o critério definidor de quem merece ter o título de melhor pelas copas do mundo ganhas, ou pelos títulos ganhos nos clubes. Títulos podem ser elementos contribuintes, não definidores, pelo menos não em um esporte em que um conjunto com tática e estratégia pode compensar falta de talentos excepcionais. E caso esse conjunto possa contar com talentos fora de série, como o Barcelona de hoje, por exemplo, e dentre esses, um talento especial como Messi, melhor ainda. Mesmo assim, pode vir a perder, como certamente irá, mais cedo ou mais tarde, pois é da natureza do futebol a existência de “zebras”, com ou sem ele. Apostar nesse critério, copas do mundo, pode ser também um desmerecimento dos demais jogadores, do técnico e da comissão técnica, superestimando um em detrimento da equipe. Isto posto, Pelé continua o melhor de seu tempo e, seguramente, o melhor do mundo de todos os tempos, independentemente das copas e títulos, que podem ter feito brilhar a coroa. Ou será que a coroa apenas existiu em função dos títulos ?
Escrito por Agenor Gasparetto às 17h27
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Política, Pesquisa e Literatura 351 Tsunami financeiro ou dilúvio monetário A Presidente Dilma protestou e Merkel desconversou sobre a inundação de dólares e euros no mercado europeu. Nos últimos dias, O Banco Central Europeu despejou 530 bilhões de Euros para os bancos europeus a juros baixos para que esses os repassassem a estados endividados, mas que poderão tomar outros rumos a juros não tão baixos. Os estados falidos da Europa teriam bons motivos de satisfação caso pudessem receber diretamente esses recursos, e a essas taxas, sem intermediação. A recuperação seria menos difícil, porque menos onerosa. Contudo, o Banco Central não opera diretamente com estados, mas com bancos. Afinal, quem faz as regras sabe a quem está servindo. De acordo com o jornal Primeira Página (05/ de março, p. 4), os bancos centrais dos países ricos inundaram seu sistema financeiro em pouco mais de três anos em quase nove trilhões de dólares, 8,8 trilhões para ser exato. Chamar isso de tsunami, dilúvio, inundação faz sentido. Não é apenas uma irrigação do sistema. É bem mais do que isso. Para onde correrá esse rio de dinheiro? Dada a natureza do sistema, esse rio correrá para onde a rentabilidade é maior. E países como o Brasil pagam muito mais do que paga o mercado europeu. Logo, não estranhará se essa enxurrada de dinheiro não forçará ainda mais uma sobrevalorização artificial da moeda brasileira, encarecendo seus produtos e levando a um silencioso e perverso processo de corrosão da sua competitividade industrial e ao fechamento de muitas indústrias e em outras a redução da produção, em suma, terminando no que se convencionou denominar “desindustrialização”. O país, com o Pré-Sal e com a valorização das commodities, mais essas políticas unilaterais dos ricos em resolverem a sua maneira a crise, caminha rápido para uma re-primarização de sua economia. Seguramente, um grande retrocesso. Essa inundação de dinheiro também se constitui numa tentativa dos países ricos, via desvalorização de suas moedas e valorização das dos demais, num processo progressivo de transferência da crise que os acometeu em cheio em 2008 e 2009 e que vem se arrastando. A transferência ou mesmo socialização da crise via mecanismos cambiais é perversa a países como o Brasil. O Brasil ainda pode tentar proteger sua indústria. E o que acontecerá aos que não terão força suficiente para tal? Para além das fotos e dos discursos, o mundo rico vem tomando decisões de resolver sua crise e a solução parece passar pela transferência de seu ônus, via mecanismos cambiais impulsionados por rios de dinheiro, com reflexos em todo o restante do mundo. Alternativa menos perversa de solução da crise dos estados europeus Lendo sobre os desdobramentos recentes da crise na Europa, lembrei de uma Carta Aberta ao FMI, posta neste blog, em 20 de setembro de 2008, no início da presente crise (POLÍTICA E PESQUISA 174 ), com o título “CARTA ABERTA AO FMI (ou uma distante lição do cacau de Tosta Filho para o Brasil e o FMI de hoje). Naquela oportunidade, FMI. Hoje, BCE. Creio que o mecanismo que impede os estados de tomarem emprestado do Banco Central Europeu-BCE, favorece os bancos de duas maneiras e não ajuda o suficiente a esses estados e ajudam insuficientemente na solução da crise, ainda que a esses bancos ajuda e como: primeiro, porque cobram juros bem mais altos e quanto maior a debilidade do país, mais altos são esses (em nome da lógica desse mercado, óbio) e, segundo, não impede a esses bancos de buscarem em outros mercados, especialmente nos emergentes, a aplicação desse rio de dinheiro barato para quem toma do BCE, mas nem tanto para os tomadores desses recursos além fronteiras. O mundo continua a girar, cada vez mais rápido, mas muda pouco e parece não sair do lugar.
Escrito por Agenor Gasparetto às 11h13
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POLÍTICA E PESQUISA 350 DISTÂNCIA PRUDENCIAL Cartaz, na Beira-Rio de Itabuna, após participação da instituição federal no plantio de árvores: “A Ceplac apóia este evento tecnicamente.” Recado dado, de forma transparente, sinal Da nova direção e de novos tempos. CANAL DA AMÉLIA AMADO Por falar em tecnicamente, duas questões acerca do canal da Amélia Amado, no Centro de Itabuna. Em quanto a capacidade de escoamento de águas do novo canal é maior do que o anterior, com formato de calha? Segunda, com as obras avançando e com alguns trechos bastante alargados, há um fato que lembra da Ponte Pontal-Centro, em Ilhéus. Lá, a avenida Lomanto Jr tem pista dupla, uma beleza, mas quando chega à ponte e no trecho seguinte até o Centro da cidade, pista única e um permanente engarrafamento. No caso do canal da Amélia Amado, quase chegando à estação rodoviária, a pista estreita, permanecendo igual ao que é, ou seja, o alargamento da pista e melhora da mobilidade termina em um gargalo. Seria a repetição da ponte acima referida? Como a obra ainda está em curso, talvez se faça necessário esperar um pouco mais. FESTIVAL DE MOQUECAS EM CANAVIEIRAS No domingo de carnaval, na ilha de Atalaia, em Canavieiras, acontece o Festival de Moquecas, com dezenas de diferentes moquecas de peixes e de crustáceos, cativando a cada ano mais público, que “fogem” dos centros maiores. Fugiam, porque, na cidade, carnaval e carnaval cultural, à moda antiga. Contudo, há quem aprecie Canavieiras e sua culinária rica, as belezas da foz do rio Pardo, ilhas e imensidão de mangues que se estende até a foz do rio Jequitinhonha na pacata Belmonte, acessível em passeios de barcos apenas na maré alta, nos períodos de baixa estação. Ou seja, na alta ou na baixa, Canavieiras atrai com seus encantos. A CRISE EUROPEIA “A crise europeia é uma coisa que veio se arrastando como tartaruga veloz, passinho atrás de passinho...” O texto do economista, Enéas de Souza, também crítico de cinema e ex-professor de Filosofia. pode ser lido no original (http://sul21.com.br/jornal/2012/03/a-economia-esta-mudando-voce-esta-vendo/) CEMITÉRIO VITÓRIA Semana passada estive no cemitério de Nossa Senhora das Vitórias, em Ilhéus. Pareceu-me muito maltratado, ao contrário do da Santa Casa de Itabuna. O ilheense não parece tratar bem seus mortos, pelos menos não esses que estão nesse cemitério. Os mortos ilheenses merecem atenção e zelo.
Escrito por Agenor Gasparetto às 21h55
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Política e Pesquisa 349 Depois de um bom tempo, quase três meses, volto a escrever neste espaço. Três questões são abordadas: o projeto do Direito Autoral tramitando na Câmara dos Deputados, o valor do patrimônio histórico-cultural e um detalhe revelador das próximas eleições para prefeito. Um quarto tópico foca a greve da polícia a partir de duas pesquisas de opiniao em dois pequenos municípios, casos sem poder de generalizações até mais dados.
FLEXIBILIZAÇÃO DO DIREITO AUTORAL (http://sul21.com.br/jornal/2012/02/camara-dos-deputados-estuda-projeto-que-altera-lei-de-direito-autoral/) Com a nova lei, motivada pela era digital e suas novas tecnologias, a principal mudança será a flexibilização do Direito Autoral, ou seja, o que não caracterizar uso comercial, mas consumo pessoal ou uso que não para fins comerciais passa a ser legal, não criminalizado. Nesse sentido, baixar filmes, livros e músicas da internet não configurará crime, caso destinação não objetive o lucro. Essas mudanças estão previstas no Projeto de Lei 3133/12, do deputado federal Nazareno Fonteles, do PT do Piauí, entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, do PT do Rio Grande do Sul. Caberá a esse presidente o encaminhamento desse projeto para às comissões temáticas. O espírito que anima essa mudança é que obras sem fins comerciais podem ser livremente compartilhadas, quando o fim for, por exemplo, educacional, didático, informativo, de pesquisa ou servir a alguma função criativa. Em todos esses casos, será dispensada a prévia autorização do titular e a necessidade de remuneração por parte de quem as utiliza. Resumindo, “que copiar um filme de um colega para assistir em casa não será considerado crime contra os direitos autorais.” “Não será crime copiar um CD de música para o seu computador privado.” Nesse sentido, o projeto tenta, de alguma forma, regulamentar uma prática. Obviamente, esse projeto gerará muita polêmica. Se é verdade que um livro comprado poderá ser compartilhado com quantos quiser o comprador, (na prática, convenhamos, o empréstimo quando ocorre encerra-se num primeiro tomador, que tende a não devolver, assenhorando-se do livro), no caso objetivo de um filme, livro ou música baixada ou copiada, há uma diferença. Se no caso do livro houve uma compra inicial, no caso da cópia digital, essa compra não existiu. O uso pessoal, não comercial, de algum produto intelectual pode não causar nenhum crime, mas, de alguma forma, o consumo pessoal de um livro sem pagar por ele, ainda que para consumo próprio, dá-se às custa do criador desse produto e da editora ou produtora que apostou nele. Há, seguramente, algum prejuízo pelo consumo sem compra, ainda que pessoal, estritamente de cunho pessoal. O lado positivo disso é que o consumo, mesmo gratuito para o consumidor, é um reconhecimento do autor e seu mérito e, porque não dizer, também, uma forma de divulgação. Em que medida esse consumo e divulgação gratuita irá agregar vendas efetivas é difícil de dimensionar. Essa parece ser a questão. O PESO DA DIMENSÃO HISTÓRICO-CULTURAL Como bem observou José Francisco Hillal Botelho em seu texto Patrimônio Cultural: Lucro ou prejuízo? (http://sul21.com.br/jornal/2012/02/patrimonio-cultural-lucro-ou-prejuizo/), não fosse o turismo cultural, que atrai e continuará a atrair milhões de turistas de todos os cantos do mundo, a crise da Europa seria muito, muito pior. A história, o patrimônio histórico-cultural, atua como mitigador da crise europeia. Quem tem história, provavelmente, graças a ela, o futuro será promissor ou, seguramente, menos ruim. E isto vale também para Ilhéus e outros locus potencialmente turísticos, como Porto Seguro, Salvador, Recôncavo, Chapada Diamantina entre outros, para apenas ficar na Bahia. Eleições para prefeito: a vez dos exs A eleição para prefeito de outubro próximo, ao menos como ponto de partida, sinaliza para a volta dos exs. Muitos ex-prefeitos voltam, em todo lugar, com força. Má notícia para os gestores atuais. Diga-se de passagem, a presente geração de prefeitos, entre outras realizações, está a viabilização do retorno, em grande estilo, de muitos que estavam, até pouco tempo atrás, tidos como condenados a história e seus livros. O que não faz o tempo. Afinal, o mundo continua a girar.
Greve da polícia na Bahia A Sócio Estatística em duas pesquisas realizadas em fevereiro, após a divulgaçao de escutas pela televisão, revelaram um quadro desfavorável à polícia frente à sociedade, pelo menos nos dois pequenos municípios do Sul da Bahia pesquisados. Em Ubatã, amostra com margem de erro de 5%, 39,4% a favor e 57,7% contra e 3% não opinaram. Em São José da Vitória, margem de erro de 6%, 18,2% a favor e 77,6% contra. 4,2% não se posicionaram. É possível que esse retrato não valha nessas proporções para centros maiores, dáí não poder se generalizar. O desfecho da greve não muda o direito da polícia a também ter condições melhores de vida. Contudo, dado o contexto pré-carnaval, pico do turismo, culminando nas gravaçoes divulgadas, a situação ficou desfavorável à polícia militar. A pesquisa captou esse quadro de momento. Não muda à legitimidade das reivindicações, apenas lança luz sobre a forma e o momento.
Escrito por Agenor Gasparetto às 10h03
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Política e Pesquisa 348 Investimentos em energia: Brasil e China. Enquanto o Brasil aposta alto no petróleo do Pré-Sal, a China investe em energia solar. Matéria do UOl anuncia: “China investirá US$ 313 bilhões para impulsionar energias limpas. A China investirá US$ 313 bilhões para impulsionar a energia não poluente até 2015 e reduzir a emissão de carbono...” (http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/lemonde/2011/11/24/china-e-estados-unidos-disputam-mercado-da-energia-solar-com-acusacoes-mutuas.jhtm). Apostas diferentes. Diferenças estratégicas. Será que o Pré-Sal nos converterá efetivamente em um país primário-exportador de vez? Como fazer para preservar capacidade industrial diversificada e não sucumbir à tentação do ouro negro? Os próximos anos serão cruciais para definir o perfil da economia brasileira: ou global player multiprodutivo ou primário-exportador. Eleições na Uesc . Está chegando ao fim os 8 anos da administração Joaquim, e sua vice, Adélia, aparece como favorita na sua sucessão. Contudo, a eleição em nossa universidade estadual guarda segredos inimagináveis para indivíduos não acostumados com fórmulas eleitorais sofisticadas. Salvo equívoco meu, convencionou-se que a democracia uesquiana é constituída por três entidades “iguais”: funcionários, os que vem decidindo as eleições, mais professores e estudantes. Cada entidade pesa igualmente no processo eleitoral, ou seja, um terço do peso, ou 33,33%. Na Uesc há uma obsessão por essa fórmula, em minha opinião, absurda, e há quem a defenda por ser a mais “democrática” (como se o sujeito de uma democracia fossem entidades e não pessoas), tanto é que vem sendo mantida como critério eleição após eleição. Na prática, nesta eleição, isto significa que quatro professores são necessários para equivaler, na urna, a um voto de um funcionário. Não que um funcionário não mereça, mas o estranho é que sejam necessários quatro professores para igualar esse voto. E como os funcionários tendem a votar corporativamente, decidiram as eleições passadas e vão decidir também esta eleição. Logo me dizem que isto também acontece em universidades federais. Verdade. Contudo, acontece que nas federais o número de funcionários tende a ser maior do que o de professores, por uma razão simples: elas têm hospitais universitários, que funcionam 24 horas por dia e 365 dias por ano, e empregam muitos funcionários. Quando nessas instituições é definido o critério da paridade entre as entidades, em realidade, busca-se dar aos funcionários um peso equivalente aos dos professores, em geral, em menor número nelas. Já em universidades como a Uesc, que não contam com esses hospitais, em que o número de funcionários equivale a 25% ao número de professores, a adoção dessa fórmula é um desrespeito aos professores. E entidades, abstrações, não podem ser mais importantes do que pessoas ou indivíduos. Enquanto isso, a campanha prossegue. Candidatos e suas comitivas de sala em sala, carros de som na entrada da universidade, faixas e adesivos, além de outdoor, ou seja, cada vez mais, fica mais parecida com campanhas de rua. Não há notícias de debates entre os candidatos, frente a frente, como nos velhos tempos. E estamos em uma universidade. O preço política da crise. A presente crise europeia vem fazendo suas vítimas políticas: os governos de plantão vem sendo batidos um a um pela mesma. Foram-se os governos do Reino Unido, da Holanda, da Irlanda, de Portugal, da Dinamarca e, no último final de semana, também da Espanha varreu o do socialista Zapatero. O eleitor está mandando para casa os governistas de plantão. Isto para não falar de Berlusconi, na Itália, e do ex-primeiro ministro grego. Como essa crise promete ser longa, nesse processo de resolver a crise por tentativa e erro do eleitor, haverá ainda muita dança nos governos desse continente. Essa situação em um regime não democrático, tenderia fortemente a uma tragédia, como nos referimos em uma inserção anterior. Essa é uma vantagem da democracia no plano da estabilidade política, flexibilidade. Mudanças de comando sem maiores traumas.
Escrito por Agenor Gasparetto às 18h05
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POLÍTICA E PESQUIS 347 Angela Merkel tentada para um terceiro mandato consecutivo Fosse em um regime presidencialista de cunho democrático, uma notícia como essa provocaria uma turbulência. Em um regime parlamentarista, faz parte da normalidade e não há questionamentos. Um governo bem sucedido na perspectiva dos cidadãos merece o poder tantos mandatos quando puder continuar merecendo a confiança dos mesmos. Soubessem disso Alberto Fujimori no Peru, Carlos Menen na Argentina, Álvaro Uribe na Colômbia, apenas para ficar nos que já passaram, é possível que a tentativa frustrada desses fosse outra, a de implantar o parlamentarismo e nesse, iriam tentar se reeleger tantas vezes quanto pudessem merecer a confiança de seus compatriotas. Nesse quesito, pontos para Lula que abdicou dessa pretensão no auge da popularidade. Nesse particular, um gesto de grandeza em um contexto em que não poucos torciam para algum lance nessa direção. . Vantagem das democracias. Em um sistema democrático, uma crise pode derrubar um governo (apenas para lembrar os casos grego e italiano com Berlusconi dos últimos dias) e a vida continua, ainda que não sem traumas no plano social. Contudo, no plano político, sai um e entra outro e a vida segue. Em um regime não democrático, em que o poder possui “donos”, uma crise tende a terminar em tragédia, ou com queda do déspota ou com o massacre dos opositores, ou com a combinação das duas situações em nuances e em proporções as mais variadas. A falta de flexibilidade desses regimes é uma imensa desvantagem em relação às democracias. Pesquisas eleitorais No momento, pesquisas eleitorais captam mais o passado, sobrevivência de lembranças passadas do que propriamente intenções futuras. Exceto num ponto, na rejeição. A rejeição captada vem do passado, seguramente, mas tenderá a se manter viva no futuro. Esse é o dado real das pesquisas neste momento do processo. Paul Krugman desmontando mitos na atual crise do Euro Primeiro mito: que a crise na Europa reflete o fracasso do estado de bem-estar social. Segundo: que a crise européia recomende a aplicação imediata de uma política de austeridade nos Estados Unidos. Para Krugman, ambos são falsos. Leia na íntegra o texto. http://noticias.uol.com.br/blogs-colunas/colunas-do-new-york-times/paul-krugman/2011/11/12/comentario-mitos-sobre-a-crise.jhtm O texto de Krugman fica mais claro quando se lê o mesmo tendo em mente um outro texto, de Eneas de Souza (http://sul21.com.br/jornal/2011/11/o-fracasso-politico-das-financas-e-do-g-20/), especialmente no mecanismo que joga as taxas de juros, no caso da Itália, por exemplo, a patamares cada vez mais altos em relação aos 3% da taxa de juro básica inicial. A análise desse mecanismo da elevação da taxa de juros a ser paga pelo país é o empurrão que o empurra para a beira do precipício ainda que atenda como “mão invisível” do mercado. No entanto, olhando-se com lentes, talvez essa “mão” não seja tão invisível assim. Obviamente, lá adiante essas mesmas mãos poderão dar um desconto quem sabe de até metade da dívida, como no caso da Grécia, mas não sem antes exaurir estado e sociedade, condenando-as por anos a perder de vista. Bom final de semana e boa leitura.
Escrito por Agenor Gasparetto às 22h26
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Política e Pesquisa 346 O jornalismo-urubu e a doença de Lula- A jornalista Maria Inês Nassif fez uma análise oportuna dos últimos episódios ligados a Lula e sua doença, na perspectiva do jornalismo e da democracia. Vale a pena ler as cinco regras de um bom jornalismo, apontadas a partir desses episódios. Para ler na íntegra http://sul21.com.br/jornal/2011/11/o-jornalismo-urubu-e-a-doenca-de-lula/ Presente de Grego ? O primeiro-ministro grego anunciou um referendo concernente a permanência ou não da Grécia na zona do Euro, provocou uma forte turbulência nos mercados financeiros e nas autoridades europeias e, diante das pressões, declarou-se disposto a retirar essa proposta. Provavelmente, ouvida, a sociedade grega poderia recusar permanecer dentro da zona do Euro, fazendo a dívida grega, agora reduzida a metade pelo último acordo, se converter num novo Cavalo de Troia para a comunidade europeia. A Grécia, apesar de representar pouco mais de 3% do PIB dessa comunidade, parecer ter dívida suficiente para produzir um efeito em cadeia, desestabilizando o conjunto das suas finanças, entrelaçadas até a alma. A realidade grega está, aos poucos, fazendo um ajuste de contas. A redução da dívida é uma concessão do sistema financeiro, diríamos, uma entrega de anéis para não perder a mão. É provável que uma vez exposta a equação que poderá encaminhar uma solução para o endividamento grego, outros países seguirão o mesmo caminho. Não o fazendo, o sistema financeiro (e o político que está ao seu serviço) poderá ser chantageado por um auscultamento das ruas e essas não parecem sussurar melodias aprazíveis. De qualquer forma, a sinalização de Papandreou, ainda primeiro-ministro grego de ouvir as ruas, assombrou os mercados e o staff político da comunidade europeia, fazendo ecos no G-20, impondo-se como pauta de suas sessões. As ruas tem recados que os representantes eleitos aqui e dirigentes vitalícios não eleitos acolá não parecem dispostos a ouvir. Estudantes na USP - Reivindicações fazem parte do jogo público em uma democracia. Contudo, não soa bem quando em seus ímpetos escondem os rostos. Esconder os rostos parece, à distância, um mau sinal. Lula e José de Alencar – Aproveitando que é mais um final de semana, repasso comentário ouvido em um café: “Acho que o câncer de Lula é o seu vice, José de Alencar, dizendo para ele: Lula, vem pra cá, que aqui tem uma missão pra você!” Incrível como essa doença impacta o imaginário das pessoas. Essa palavra tem o peso e a contundência de uma sentença no tribunal, digo, teatro, melhor, drama da vida.
Escrito por Agenor Gasparetto às 15h47
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política e pesquisa 345 Palestina entra para a Unesco e Estados Unidos cortam ajuda à Organização. Sem comentários.http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/deutschewelle/2011/10/31/unesco-reconhece-palestina-e-sofre-boicote-dos-estados-unidos.jhtm E lembrar que Israel foi gestado, embalado e protegido em sua criação pela ONU. Bem que EUA e Israel poderiam dar à conturbada região uma paz passando pelo reconhecimento de um Estado palestino viável. A História segue surpreendendo Da AFP de hoje, 31 de outubro, uma notícia reveladora da dinâmica da realidade: a eleição do ex-guerrilheiro Gustavo Petro, para prefeito de Bogotá. A eleição, marca uma virada da opinião pública dessa capital, podendo favorecer processo de paz com forças guerrilheiras, mas deixou de sobressalto a direita do país. Segundo o prefeito eleito da capital colombiana, com mais de 7 milhões de pessoas, "Agradeço Bogotá, tanto aqueles que votaram em nós como os que votaram nos outros, buscando sempre entre todos o futuro melhor. Uma democracia não aniquila as minorias, mas as inclui", afirmou. http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2011/10/31/eleicao-de-ex-guerrilheiro-em-bogota-marca-virada-na-opiniao-publica.jhtm A grandeza de um regime pode ser avaliado pelo tratamento dispensado às suas minorias. O futuro do livro “Leitura de obras digitais explode nos EUA”, é matéria do El País, por Jesús Ruiz Mantilla, em tradução de Luiz Roberto Mendes Gonçalves (www.uol.com.br/internacional). Dado revelador: “Cerca de 25% dos "leitores habituais" (um livro por semana ou mais) já adotam o formato eletrônico. Best-seller, novela romântica e ficção científica são os gêneros mais vendidos”, nos Estados Unidos. Alguns outros dados: - Em 2010, as vendas de conteúdos para dispositivos eletrônicos alcançaram nos EUA 10% do total do mercado editorial. Neste ano essa cifra é de 15%, segundo o Book Industry Study Group (BISG), que reúne editores, livreiros e plataformas digitais.
- Nos EUA, o leitor médio em formato eletrônico é mulher, tem entre 30 e 44 anos e vive em um bairro residencial. Seu aparelho preferido é o Kindle, da Amazon (53%), seguido do Nook, da rede de livrarias Barnes 7 Noble (15%).
- Na última feira de Frankfurt, as previsões mais conservadoras apontavam que em 2020 50% do mercado mundial do livro será digital.
Um novo tempo para autores, leitores e editoras e distribuidoras e pontos de venda, em especial livrarias. Um novo arranjo à vista. Lula e SUS Que a saúde pública vai mal nesse país, não é nenhuma novidade e não é de hoje. No entanto, querer que um ex-presidente do país seja tratado de um câncer pelo sistema público é preocupante, por alguns motivos: Primeiro, há perda de senso de realidade e de respeito pela hierarquia e autoridade. Um ex-presidente, é um ex-presidente, e precisa ser tratado como tal. A autoridade não parece prudente essa banalização da autoridade. Segundo, parece haver um componente de classe social mal assimilado. Fosse Lula oriundo da aristocracia, esse assunto nem entraria em questão. Ou alguém imagina que alguma ilustre personalidade de nossa República, incluindo governadores e prefeitos de cidades poderosas sofreriam algum constrangimento em buscar, como todos os anteriores, como Tancredo Neves, Itamar Franco e o próprio ex-vice José Alencar, o hospital Sírio Libanês ou outro equivalente? Claro que não, para esses e outros de sangue azul, o SUS não passa nem como sombra. Contudo, dado a origem nordestina e trabalhadora de Lula, mesmo após 8 anos de presidente, há quem entenda que deva se submeter a fila do SUS. Sendo isso admissível e consentido como possível, toda autoridade nesse país pode começar a correr riscos, pois estará sendo corroída sua legitimidade e o respeito estará indo para a lata do lixo. Ou será que sou por demais conservador nesse campo? Da mesma forma, a divulgação nos Estados Unidos de Barack Obama com marca de bala na testa e cm feições zumbis não são um bom sinal, da perspectiva do respeito e preservação da autoridade.
Escrito por Agenor Gasparetto às 20h29
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política e pesquisa 344 ESTATÍsTICAS REVELADORAS, comentários desnecessários ACIDENTES no brasil: “Brasil tem 40 mil mortos no trânsito em apenas um ano” (http://www.folha.uol.com.br/). RUMOS DA ITÁLIA: Do blog Todos os Fogos o Fogo | 28/10/11, MEDALHAS NO PAN No PAN de Guadalajara, México, o quadro de medalhas parece ter ficado mais democrático. Menos para EUA e Cuba, mais para Brasil, México e outros. A geografia do esporte, pelo menos no plano das medalhas, começa a ficar mais democrático, pelo menos começa a ficar mais interessante para o país. Nesses dois últimos dias não deveremos passar Cuba, mas no próximo, que antecederá a Olimpíada no Rio, quem sabe? O FIM DE UM REGIME, MAS TAMBÉM FIM DA TIRANIA ? A OTAN contribuiu para a CNT e seu braço armado derrubar o regime de Kadhafi e acabar com a vida do próprio. Optou pela execução ao império da Lei, constrangendo seus apoiadores externos. E, pelo andar das coisas, deverá constranger ainda mais, tamanha a fúria reprimida por décadas de Kadhafi. Soluções à margem da Lei e dos tribunais, perturbam e inquietam. O velho regime chegou ao fim, mas a era da tirania e da barbárie findou com ele? PAUL KRUGMAN E A LUZ NO FIM DO TÚNEL A Islândia, conheceu no primeiro momento o impacto da crise de 2008. Contudo, fez o que a Europa e os EUA não fizeram: não salvou os bancos. Deixou que quebrassem. Assim conclui Paul Krugman seu texto “O caminho que não foi seguido” do The New York Times: “Aqueles que têm lido notícias sobre a crise financeira, ou assistido a filmes como o excelente “Inside Job”, sabem que a Islândia deveria ser considerada a suprema história de desastre econômico: os seus banqueiros descontrolados sobrecarregaram o país com dívidas enormes e aparentemente deixaram a nação em uma situação irremediável. Mas algo de engraçado aconteceu a caminho do apocalipse financeiro: o próprio desespero da Islândia fez com que um comportamento convencional se tornasse impossível, liberando assim o país para romper com as regras. Quando todo mundo resgatou os bancos e obrigou a população a pagar o preço, a Islândia deixou os bancos quebrarem e de fato expandiu a sua rede de previdência social. Quando todos os demais se fixaram na tentativa de acalmar os investidores internacionais, a Islândia impôs controles temporários sobre a movimentação de capital a fim de obter espaço de manobra. Assim, como é que o país está se saindo? A Islândia não evitou um grande dano econômico e tampouco uma queda significativa do padrão de vida. Mas ela conseguiu limitar tanto o aumento do desemprego quanto o sofrimento da parcela mais vulnerável da população; a rede de previdência social sobreviveu intacta, assim como a decência básica da sua sociedade. “As coisas poderiam ter sido bem piores” pode não ser o mais animador dos slogans, mas quando todo mundo esperava um desastre total, a frase equivale a um triunfo de política econômica. E há nisso uma lição para todos nós: o sofrimento pelo qual tantos dos nossos cidadãos estão passando é desnecessário. Se este momento tem sido marcado por um sofrimento incrível e de uma brutalização da nossa sociedade, isso foi uma escolha. A situação não teria e não tem que ser essa.” Para ler na íntegra, acessar” http://noticias.uol.com.br/blogs-colunas/colunas-do-new-york-times/paul-krugman/2011/10/29/o-caminho-que-nao-foi-seguido.jhtm Em um tempo em que a penalização tende a cair sobre os indivíduos em geral, os mais desafortunados, a Islândia oferece uma sinalização. Poderá não ser boa para banqueiros, mas será ruim para a sociedade e para os trabalhadores? Para pensar.
Escrito por Agenor Gasparetto às 13h08
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Política, Pesquisa e Literatura 343 Para onde vai a crise financeira ? Assim conclui seu artigo o economista Eneas de Souza, em 13/10/2011, no www.sul21.com.br E o Estado pode ter futuro se se der conta de seu lado desenvolvimentista, mas também de seu lado social. E isso vai se decidir na luta política e social que está em curso. Como sempre digo a amigos: o mundo vai para o caos, mas para os cientistas sociais (economistas, sociólogos, politólogos, etc.), a realidade atual é sempre assustadora e inquietante, porém excitante e novidadeira. E o que se sente: o rio do futuro está forçando a ruptura das barragens do passado e do presente. Mas, por enquanto, só se vê esse passado indigesto da financeirização em ruínas. (Para ler na íntegra, http://sul21.com.br/jornal/2011/10/para-onde-vai-a-crise-financeira/) Primavera árabe e movimento Occuppy Wall Street em Nova York e cidades ocidentais As manifestações ocorridas no mundo árabe/muçulmano contra regimes eternizados no poder foram chamadas de Primavera Árabe. Agora as manifestações, antes isoladas na Grécia, Espanha e um que outro lugar do mundo ocidental contra a tentativa de cobrar da sociedade em geral às custas da crise e do endividamento, ganham novo capítulo com movimento que de Nova York se espalha para grandes cidades dos estados norte-americanos e europeias, apontando o vilão principal da crise, o sistema financeiro e sua tentativa de subordinar mundo social e o mundo da produção ao seu cassino especulativo. A crise avança mais um passo e alcança novo patamar. Assim começa discurso aos manifestantes no parque Zuccotti, em Nova York, o filósofo esloveno Slavoj Zizek:“Estão dizendo que todos nós somos uns perdedores, mas os verdadeiros perdedores estão ali em Wall Street. Eles foram socorridos por bilhões do nosso dinheiro. Nos chamam de socialistas – mas aqui sempre tem socialismo para os ricos. Dizem que nós não respeitamos a propriedade privada, mas no colapso financeiro de 2008 foi destruído mais de propriedade privada conquistada com sacrifício do que se todos nós aqui nos dedicássemos a destruir dia e noite por semanas. Eles dizem que somos sonhadores. Sonhadores mesmo são os que pensam que as coisas podem continuar indefinidamente do jeito que estão. Nós não somos sonhadores: nós somos o despertar de um sonho que está virando pesadelo.” (Para ler na íntegra, http://sul21.com.br/jornal/2011/10/as-palavras-do-filosofo-zizek-aos-manifestantes-em-nova-york/) A Primavera (no Outono) Americana, por Maurício Santoro (10 de outubro e 2011), assim começa o texto: “Os republicanos acharam que levariam a democracia para o mundo árabe invadindo o Iraque. A ironia é que foi o mundo árabe que nos deu uma lição de democracia, e posso garantir que estamos aprendendo rápido”. Assim disse o estudante de Administração Brandon Klein, na ótima reportagem do Valor sobre a ocupação de Wall Street por movimentos sociais críticos às grandes empresas, ao setor financeiro e ao governo do país. Curiosamente, a inspiração não vem só da Tunísia e do Egito, mas também do outro lado do especto ideológico, com o Tea Party. Ambos são expressões da revolta da classe média americana com os descaminhos da crise nacional.”Enfim, o mundo gira e parece que gira cada vez mais rápido.(Para ler na íntegra, (http://todososfogos.blogspot.com/2011/10/primavera-no-outono-americana.html) Polêmica reeleição e rejeição Os blogs Pimenta na Moqueca e O Trombone, através do sub-blog Notas e Rodapés de Adylson Machado, colocam a questão da rejeição e reeleição, citando-me. Observo que há duas coisas diferentes sendo misturadas nessa polêmica: rejeição de candidatos a prefeito e avaliação negativa de uma administração. Os dois textos escritos no final da década de 1990 e publicados na Revista SBPM, mas também incluídos no site www.socio-estatistica.com.br, não abordam a rejeição de candidatos. O foco é a avaliação negativa de uma administração e as perspectivas de reeleição e/ou de fazer sucessor nas mais diferentes situações. Efetivamente, na oportunidade, o que se constatou foi que nenhum prefeito com uma administração com avaliação negativa superior a 25% se reelegeu, embora alguns tenham feito sucessor, assim como nenhum, dentre os monitorados, com avaliação positiva abaixo de 40% se reelegeu, embora alguns tenham feito sucessor. Ou seja, como parâmetros gerais, que, como todo evento social, admitem exceções, um prefeito precisa ter pelo menos 40% de avaliação positiva e um mínimo de 25% de avaliação negativa para poder aspirar em condições de razoabilidade sua reeleição. Obviamente, isso não significa 100% de certa, mas que está em condições razoáveis de postular à reeleição em condições de normalidade. A seguir, referência aos artigos então publicados tratando desse assunto: Administração pública e reeleição (Publicado na Revista SBPM – Sociedade Brasileira de Pesquisa de Mercado. Dezembro de 1999. Ano II, nº 10, pp.32-36) Ver texto Retomando a questão da reeleição dos prefeitos, também publicado na referida revista, em número subsequente.
Escrito por Agenor Gasparetto às 18h42
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Política, Pesquisa e Literatura 342 Na Europa, o pedestre põe o pé na faixa e os carros param ... É comum ouvir uma expressão, enaltecendo o grau civilizatório dos europeus contrastando com o que acontece ao Sul do Equador, num país tropical: “Na Europa, o pedestre põe o pé na faixa e os carros param ...”. Em resumo, uma maravilha. Terão os europeus aprendido, eles que povoaram a história de guerras e conflitos ? Talvez, não. Talvez haja uma diferença. O rigor da lei. O que acontece a um condutor que atropela um pedestre na Europa? E quem paga a conta do acidente ou uma indenização por invalidez ou morte ? Aqui, toda a sociedade paga, ainda que a responsabilidade seja de um condutor negligente ou irresponsável. Lá, provavelmente, quem paga a conta não é o conjunto da sociedade, mas o causador. Esse detalhe pode fazer uma grande diferença no que acontece quando um pedestre pisa o pé em uma faixa por esses lados e na Europa de hoje. Estatísticas-1 O jornal Correio da Bahia, na edição de ontem, trouxe em matéria de capa e detalhada nas páginas 18 e 19, resultados de uma pesquisa sobre fidelidade e aceitação da relação homossexual na cidade de Salvador. A pesquisa foi realizada pelo Instituto Futura em parceria com o próprio Correio. Foram ouvidas 601 pessoas, entre os dias 30 de setembro e 3 de outubro. Alguns resultados: 56,7% disseram ser fiéis e 57,2% disseram admitir terem sido traídos; 42,8% admitem ter traído. Até aqui, ainda que pesquisas dessa natureza sejam por si só bastante difíceis pela natureza das temáticas, os resultados informam uma realidade com razoável grau de confiabilidade. Estatísticas-2 No entanto, quando as 601 sujeitos da pesquisa ouvidos são distribuídos pelas 16 regiões pesquisadas, os resultados tornam-se extremamente vulneráveis. Supondo a título de ilustração que todas as 16 regiões da cidade de Salvador tenham contribuído com a mesma proporção de pessoas na amostra, temos menos de 38 pessoas por região. A partir dessa base extremamente frágil, afirmar resultados é, no fundo, brincar com estatísticas. Seguramente, se fosse realizada outra amostra de mesmo tamanho nas mesmas regiões e no mesmo período, o resultado poderia ser o oposto nessas regiões. Não é possível se afirmar quando o intervalo ou margem de erro oscila 20 ou mais pontos para mais ou para menos do resultado encontrado. Nesse sentido, se para as 601 o erro amostra implique numa oscilação cerca de 4,5 pontos para mais e para menos do resultado encontrado, e se numa região fossem realizadas 100 entrevistas essa oscilação seria de 10 pontos, imagine como levar a sério resultados em que a base é menor do que 40 pessoas ouvidas. Estatísticas-3 Essa estratégia de expor resultados dessa natureza por regiões ou bairros, pode até ser boa para vender jornal e suscitar polêmicas, mas é brincar com pesquisa. Não podem merecer adesão racional. Resultados embasados em pequenas sub-amostras com menos de 60 casos, devem ser olhados antes como curiosidade estatística, não sendo possíveis generalizações, sob pena de graves equívocos, tamanha a fragilidade em que estão assentadas. Acreditar nisso não passa de uma ilusão estatística. O que é bom para o marketing pode não ser bom para a representação adequada de uma realidade.
Escrito por Agenor Gasparetto às 16h46
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Política, Pesquisa e Literatura 341 Elevador Lacerda e planos inclinados Nos últimos dias, a polêmica da privatização do elevador Lacerda. Desde janeiro como usuário frequente desse serviço, a ideia de mudança parece mais do que oportuna. Funciona mal e não raro é-se convidado a entrar em ônibus gratuitos para subir ou descer, cidade alta e cidade baixa. Lamentável que esse serviço, um valioso cartão-postal de Salvador, tenha qualidade aquém da merecida pelos usuários, turistas ou não. Lamentável que se vislumbre apenas numa eventual privatização como saída para um serviço de qualidade. Menos ruim seria que uma empresa o assuma e faça dele seu marketing institucional, com ou sem gratuidade do serviço. É um cartão-postal e um belo cartão. Vale. Dos planos inclinados nem dá vontade de falar. Precisam apenas que funcionem e funcionem a contento. Nesse particular, como no geral, a questão da mobilidade urbana em Salvador é um problema, por vezes beirando o caos. E a ligação cidade alta e cidade baixa não é exceção. Talvez seja o flanco mais visível para quem precisa subir e descer nesse canto histórico dessa grande cidade. Terminal França A Cidade Baixa ou Comércio, que homenageia vários países dando nome às suas ruas e logradouros, a via mais próxima a baía de Todos os Santos, rende homenagens à França de Vitor Hugo e Jean Paul Sartre e de muitos outros. Há um terminal, extenso, de ônibus, com vários abrigos. Contudo, o que mais impressiona nele, um exemplo para a Copa de 2014, é a sinalização: ao longo de sua longa extensão não faltam placas informando que linhas chegam e para que destinos partem os seus ônibus, sem falar nos horários de saída de cada um em cada um deles, religiosamente cumpridos. Em suma, um primor de sinalização e informação. Quando o tema é mobilidade urbana, uma referência. Revista Primeiras & Melhores No último dia 20, no auditório da CDL de Itabuna, ocorreu lançamento da revista Primeiras & Melhores. A entrega dos prêmios será no dia 25 de outubro. Os convidados conheceram a proposta editorial da revista. A revista está recebendo inscrição de textos para próxima edição, como mencionado em mensagem anterior. Estado Palestino A presidente Dilma teve posicionamento claro e correto em relação à Palestina e seu estado. Entristece ver posição de Barack Obama argumentando que o estado não poderia ser decisão das Nações Unidas, mas de negociação direta entre israelenses e palestinos. Apenas esqueceu como nasceu Israel. Enfim, quando não há vontade política, qualquer argumento serve. E que a história não seja lembrada. O mundo gira, mas há coisas que marcam passo.
Efeito borboleta No último domingo, no início da noite, bem na hora em que o Inter entrou em campo contra o Curitiba, faltou energia elétrica em parte da área do centro de Itabuna. Ficou quase uma hora sem. Voltou. Caiu. Voltou. Caiu uma terceira vez, sendo as duas útlimas de pequena duração. Como não havia ventos, não havia chuva, imagino que deva ser consequência do tufão que devastou Tóquio e adjacências, no Extremo-Oriente.
Escrito por Agenor Gasparetto às 08h23
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Política, Pesquisa e Literatura 340 Revista e Prêmio Primeiras & Melhores Dia 20 de setembro, na CDL de Itabuna, às 19h, será lançada a revista Primeiras & Melhores número 4, correspondente ao primeiro semestre de 2011. Aproveitamos para agradecer aos autores e anunciantes que confiam em nossa publicação. Agradecemos em especial a agência E10, de Edinho e equipe, pela revitalização da marca, que pode ser apreciada na revista e nos nossos anúncios. Aproveitamos para apresentar as seções do próximo número da revista, previsto para dezembro deste ano: Seções da revista Primeiras & Melhores a) Pesquisa & Estatística: textos na perspectiva do consumidor, do usuário das estatísticas ou dos resultados das pesquisas. b) Primeiras & Melhores. análise dos resultados da pesquisa Primeiras & Melhores. c) Arte & Literatura: textos, ilustrações, desenhos de artistas e de escritores da Bahia ou sobre eles. d) Desenvolvimento & Meio Ambiente: textos explorando o embate entre economia e meio ambiente, tendo como foco preferencial a Bahia. e) História & Geografia: textos explorando aspectos da história e/ou geografia da Bahia. f) Mercado & Marketing: textos explorando aspectos do mundo do mercado e do marketing, tendo como parâmetro preferencial a realidade da Bahia. g) Empresa & Responsabilidade social: textos focando compromisso das empresas e/ou instituições com as pessoas e suas comunidades, com sua saúde, bem-estar e desenvolvimento humano. Por fim, apresentamos também as orientações para os que tiverem interesse em submeter textos para nossa revista. Orientações para apresentação de artigos: Público-alvo: a Revista Primeiras & Melhores tem como público-alvo empresários, lojistas e dirigentes de empresas e/ou instituições. Espaço geográfico preferencial: o estado da Bahia ou com implicações nesse. Natureza dos textos: informação científica em linguagem aprazível, compreensível pelos cidadãos. Nem técnico, nem popular. Entre um e outro. Podem conter algumas referências bibliográficas. Tamanho dos textos: de uma a quatro páginas, sendo cada página em torno de 450 palavras (contagem word). Devem conter ilustrações e/ou figuras e/ou imagens. Essas em alta resolução e sem restrições de uso e com fonte referenciada. Dados do autor: nome completo, endereço eletrônico e formação acadêmica e/ou atuação profissional principal e/ou cargo. Páginas, tiragem e distribuição: 64 páginas, 2.000 exemplares, parte da edição distribuída via autores, anunciantes e entidades empresariais e parte colocada em bancas de revistas, além de venda via on line. (Tiragem e páginas poderão ser aumentadas quando houver possibilidade para isso). Periodicidade: semestral. Em princípio, julho e dezembro de cada ano. Próxima edição: dezembro de 2011. Versão on line: a Revista Primeiras & Melhores também terá versão on line, na página www.revistaprimeiras&melhores.com.br dentro das páginas da editora (www.vialitterarum.comlbr e www.quiosquecultural.com.br
Escrito por Agenor Gasparetto às 10h21
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