Política, Pesquisa e Literatura


POLÍTICA, PESQUISA E LITERATURA 522b

 

O quarto "P"

A propósito, a fala de Jorge Pozzobon, do PSDB gaúcho, ilustra com todas as letras o que vem se dizendo acima: “Me processa. Eu entro no Poder judiciário e por não ser petista não corro o risco de ser preso”. (http://www.diariodocentrodomundo.com.br/enfim-um-deputado-do-psdb-diz-publicamente-que-nunca-sera-preso-porque-nao-e-petista/)

Mais claro do que isso, difícil. É o ressurgimento, em tons refinados, de outra expressão: “sabe com quem está falando?”. Esse é um sintoma ruim.



Escrito por Agenor Gasparetto às 18h29
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POLÍTICA, PESQUISA E LITERATURA 522a

Ainda no tempo do Mensalão, acorreu-me uma ideia, que resumi na expressão quarto “p”. Ou seja, neste país, só vai preso “preto, pobre e prostituta”. O quarto seria, ser político do PT. A seletividade dos vazamentos, da escolha dos casos a serem julgados, das punições parece confirmar esse viés. A propósito, não houve julgamento do Mensalão mineiro, que antecedeu o petista, a corrupção da Petrobrás só vale a que aconteceu durante os governos petistas, não há investigação do período anterior, mesmo quando há evidências e citações explícitas nas delações, nada de apurar contas secretas no HSBC e assim por diante. Tudo se passa como se se pretendesse um “bode expiatório” e não propriamente enfrentar de frente o problema da corrupção, que é acabar com o financiamento privado das campanhas, em que até o papa Francisco faz apelo. Enfim, reluta-se a encarar a realidade como ela é e busca-se o sacrifício do bode, de um grande bode. Muita hipocrisia e muito cinismo.



Escrito por Agenor Gasparetto às 18h28
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POLÍTICA, PESQUISA E LITERATURA 521

 

PETROBRÁS E CORRUPÇÃO

É preciso combater a corrupção, mas inviabilizar empresas e segmentos da economia do país. Trabalhadores e a sociedade não podem pagar um preço demasiadamente alto. O fundamental é recuperar recursos desviados, punir responsáveis pela corrupção, mas sem colocar em risco empregos e empresas. Não se pode jogar fora a criança com a água suja da bacia, como se diz. Punir sim, gerar prejuízos incomensuravelmente maiores, parece insensatez ou estar a serviço, consciente ou não, de outros interesses, haja vista que vivemos um uma sociedade de interesses e nela, a quebra de uns faz brilhar os olhos de outros, ainda que de fora do país.

 



Escrito por Agenor Gasparetto às 18h27
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POLÍTICA, PESQUISA E LITERATURA 520

 

PROTESTOS

No país, é possível protestar livremente.  Protestar a favor e contra o governo. Sinal de maturidade democrática. Contudo, no protesto de hoje, além da corrupção, há um viés preocupante: a pretensão de impeachment. Sobre isso, é preciso relembrar que o poder se conquista com votos nas urnas. Somente é legítimo o poder derivado das urnas. Não se pode flertar com a quebra da normalidade político-institucional. O poder somente é legítimo quando obtido nas urnas. O bom é que há cada quatros anos podemos refazer nossas escolhas. Qualquer outra alternativa, é um equívoco histórico, um retrocesso.

 



Escrito por Agenor Gasparetto às 18h26
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POLÍTICA, PESQUISA E LITERATURA 519

 

CUBA: RETOMADA DAS RELAÇÕES DIPLOMÁTICAS COM OS ESTADOS UNIDOS

O anúncio da normalização diplomática entre Estados Unidos e Cuba, após 53 anos auncia novos tempos. E com isso o fim próximo do anacrônico embargo econômico. Demorou.

Essa reaproximação revela o acerto da politica externa do país no sentido da integração latino-americana, representada no porto de Mariel. E lembrar que na campanha esse mesmo porto foi usado ostensivamente. Oportunismo político ou falta de visão estratégica?

http://jornalggn.com.br/noticia/a-estrategia-vitoriosa-do-brasil-no-porto-mariel

 

POR QUE TANTO GASTO DOS PODERES PÚBLICOS E ESTATAIS EM PROPAGANDA?

Informação é oportuna. Também a informação sobre o quanto o poder público gasta com propaganda e 98% vai para grandes grupos tradicionais, e quase metade para a Globo.

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/as-grandes-empresas-de-midia-atacam-ferozmente-a-mao-que-as-alimenta/

Duas coisas: montante e concentração. O quadro ficará mais absurdo quando for agregado o gasto em propaganda dos estados e dos mais de 5.600 municipios.  



Escrito por Agenor Gasparetto às 06h47
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POLÍTICA, PESQUISA E LITERATURA 518

PODER E MÍDIA

Dois texto oportunos sobre mídia e poder.  O primeiro no plano internacional. O segundo, no plano do próprio país.

No primeiro texto, “Crise: O Jornalismo da Propaganda”, por Antonio Ateu, discorre sobre a subordinação do jornalismo ao poder, sua atuação como propaganda acrítica a serviço desse poder e que poderá levar a uma Terceira Guerra Mundial, segundo o autor. Seguem três parágrafos desse texto, que apontam para o fato de que o enredo da história poderia ter sido outro caso os jornalistas e seus meios tivessem cumprido sua função essencial:

“Em 2003, filmei em Washington uma entrevista com Charles Lewis, distinto jornalista de investigação americano. Discutimos a invasão do Iraque uns poucos meses antes. Perguntei-lhe: "E se os media mais livres do mundo tivessem desafiado seriamente George Busch e Donald Rumsfeld e investigado suas afirmações, ao invés de canalizar o que se revelou como propaganda bruta?" Ele respondeu que se nós jornalistas tivéssemos feito o nosso trabalho "haveria uma possibilidade muito boa de não termos ido à guerra no Iraque".” 
“Trata-se de uma declaração chocante e que é partilhada por outros jornalistas famosos a quem fiz a mesma pergunta. Dan Rather, anteriormente da CBS, deu-me a mesma resposta. David Rose do Observer e jornalistas e produtores antigos da BBC, que pediram para permanecer anónimos, deram-me a mesma resposta. “
“Por outras palavras, tivessem jornalistas cumprido a sua tarefa, tivessem eles questionado e investigado a propaganda ao invés de ampliá-la, centenas de milhares de homens, mulheres e crianças podiam hoje estar vivos, e milhões podiam não terem fugido dos seus lares; a guerra sectária entre sunitas e xiitas podiam não ter sido desencadeada e o infame Estado Islâmico podia agora não existir. 

Para ler na íntegra, acessar

http://jornalggn.com.br/blog/antonio-ateu/crise-o-jornalismo-da-propaganda

 

No segundo texto, revela a diferença de pesos e de ênfases da grande mídia quando se trata de expor a corrupção do lado que a mesma apoia.

A matéria sobre a corrupção da Operação Lava-Jato teve e tem divulgação ampla e geral quando os acusados são representantes da base aliada ao atual governo, mas tem exposição bem mais modesta e contida quando são os seus aliados os envolvidos. Dois pesos e duas medidas na divulgação. Para ler na íntegra, acessar

http://www.sul21.com.br/jornal/lava-jato-volta-a-encontrar-digitais-tucanas-em-empreiteira-investigada/

 

O fato é que os jornalistas, nos dias de hoje, tem um papel por demais relevante e prestariam um inestimável serviço ao país quando contribuírem para a revelação de toda a verdade pertinente aos atos de corrupção, com imparcialidade e independência. A campanha política acabou, mas as apurações precisam ir até o fim. Somente desta forma será possível alcançar um novo patamar no trato da coisa pública. A verdade nos libertará a todos e ao país.

 

 

 

 



Escrito por Agenor Gasparetto às 15h03
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POLÍTICA, PESQUISA E LITERATURA 517

 

DA “CARRUAGEM” E DO “CARRO” NOS TEMPOS DE INTERNET

Para o presidente da Netflix, Reed Hastings,  a televisão aberta, nos moldes como a conhecemos hoje, deverá estar morta em 2030.

Na Inglaterra, pela primeira vez, a fatia da publicidade abocanhada pela Internet superou a 50% do total dos investimentos publicitários.  As demais mídias, como jornais, revistas, tevê, rádio, cinema, outdoors etc ficarão com menos da metade. Tablets e smartphones tem responsabilidade nesse resultado. Em 2015, essa fatia será de 47% na Suécia, 43% na Dinamarca, 42% na Austrália, 40% na Noruega. Neste ano, 20145, no Brasil representa rá 14% e 15%, em 2015.   Para ver mais, acessar matéria do blog Diário do Centro do Mundo, do jornalista Paulo Nogueira: www.dcm.com.br no link a seguir:

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/como-a-internet-esta-esmagando-a-televisao/

 

 

E saiba o porquê da analogia carruagem-carro.



Escrito por Agenor Gasparetto às 16h42
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POLÍTICA, PESQUISA E LITERATURA 516

BRINCANDO DE DEUS ? 
Para o físico português Filipe Duarte Santos, da Universidade de Lisboa, a longevidade pode ser alcançada e que “Não há razões teóricas que impeçam os organismos vivos de poderem evoluir para a imortalidade. Atenção, não confundir esta imortalidade biológica com a invulnerabilidade a outros tipos de imortalidade: estes imortais podem morrer em acidentes, guerras ou com doenças infecciosas, tais como, na mitologia, morreram os deuses gregos Esculápio e Pã.”
http://www.brasil247.com/…/Em-busca-da-imortalidade-Biologi…
A Ciência no atual estágio tecnológico acena com conquistas impensáveis há pouco tempo, tanto para o bem como para o mal. A pesquisa genética, seguramente, é portadora de promessas maravilhosas e, ao mesmo tempo, diabolicamente perversas. A matéria acima aponta para o futuro que se aproxima.
A ambição e o desejo humano por conhecimento e imortalidade é intrínseco, faz parte de seu DNA, de sua natureza mais profunda. O Homem quer o conhecimento, quer a imortalidade, e persegue um e outro tenazmente. A morte o assombra e não a quer, ainda que inescapável. 
Em mitos aparece essa dimensão da realidade humana. Na Bíblia há passagens ilustrativas a esse respeito. Dentre elas, a condição divinizada no Jardim do Edem e o ato de desobediência a Deus e sua ordem de “não comer da árvore da vida e a árvore do conhecimento do bem e do mal”, situada bem ao centro do Jardim, com aspecto atrativo e depois de provada por Adão e Eva comprovou ter sabor agradável. Caso Deus não quisesse que suas criaturas comessem do fruto dessa árvore, bem que poderia tê-la colocada em algum lugar menos central e menos visível, poderia tê-la colocado em um canto, bem camuflada. No entanto, conhecendo as suas criaturas ou não as conhecendo suficientemente bem, colocou essa árvore no lugar de maior visibilidade e ainda ordenou o que seria humanamente impossível resistir. Deus, seguramente, sabia que suas criaturas não tinham força de vontade suficiente para resistir. E mais do que isso, colocou no ambiente daquele Jardim também a serpente, que, teoricamente, por sua natureza diabólica, não poderia estar naquele lugar (Ver Gêneses 2:9; 3:1-3, 11-19). 
No comer daquele fruto, sentença de morte de Deus a Adão e Eva e a inversão pela serpente dessa sentença: não morreriam, seriam como Deus, viveriam para sempre. Como na “Caixa de Pandora” da mitologia grega (http://www.significados.com.br/caixa-de-pandora/), estava além das possibilidades humanas resistir e, como seria lógico esperar, sabendo quem somos, aquela “caixa” foi aberta e o “fruto do conhecimento do bem e do mal”, comido e com satisfação. E uma seria sempre aberta e o outro, sempre comido. E assim será enquanto a natureza humana assim se manter.
No entanto, ao comer, acontece um evento espetacular, dá-se a percepção da realidade, dá-se o entendimento da situação. Adão e Eva se percebem como são, nus e se vendo e percebendo, têm vergonha e tratam de improvisar vestimentas para se cobrir. Os olhos se abriram. A “ficha”, por assim dizer, caiu em definitivo e não há mais retorno, a menos que no final da jornada humana em busca do conhecimento, esse ciclo se feche e se cumpra o aceno da serpente ao instigar Eva e Adão a que comessem daquele fruto. 
Pois bem, já falei acima, que é da natureza humana abrir todas as caixas, desvendar todos os segredos, comer todos os frutos, buscar o entendimento de tudo e de todas as coisas. Esse é o desafio da Ciência. Hoje como então, vamos abrir e vamos comer porque é da natureza humana conquistar o entendimento. E dá-se, na narrativa bíblica, o castigo por ter desobedecido a Deus, sua expulsão do paraíso, e a necessidade de conquistar o sustento com trabalho duro.
Na narrativa da Torre de Babel novamente a pretensão, a presunção humana, de divindade (Gêneses 11, 1-9). 
Pois bem, tanto no caso do fruto proibido quanto da torre, Deus intervém e castiga a audácia humana, no primeiro expulsando Adão e Eva do conforto do Paraíso e no segundo, confundindo-os, pela diversidade das línguas faladas. 
Através da Ciência e da Tecnologia o Homem avança no conhecimento e no domínio da natureza. Todavia, em nenhuma outra área a Humanidade se aproxima mais de Deus e de seu poder de criação do que na Biologia, especialmente na Genética.
Creio que uma boa interpretação para o “pecado” do homem no Jardim do Edem, aponta para a soberba, o orgulho, e suas variantes, a arrogância e a vaidade, pois esse foi, ao meu ver, o “pecado original”. Contudo, não se trata de uma soberba qualquer, mas contra o próprio Criador. E o Criador não perdoou a ousadia humana na narrativa do Paraíso do Jardim do Edem e nem no episódio da Torre de Babel. Sendo assim, perdoará a ousadia que está sendo posta em prática pela Ciência genômica de hoje?
Num campo tão complexo e tão delicado, toda prudência parece demasiadamente pouca. Não parece ser suficiente ter boas intenções em um domínio em que os desdobramentos de médio e longo prazos estão longe de serem conhecidos. Mesmo assim, a natureza humana impelirá essa criatura a avançar e a desafiar permanentemente tudo o que se puser em seu caminho.



Escrito por Agenor Gasparetto às 19h33
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POLÍTICA, PESQUISA E LITERATURA 515

Aliança Internacional dos Editores Independentes.

Declaração internacional dos editores e editoras independentes 2014, para manter viva e fortalecer juntos a bibliodiversidade

Aliança Internacional dos Editores Independentes

Contexto
O Congresso Internacional da Edição Independente 2012-2014 estendeu-se por dois anos, com sete oficinas preparatórias e temáticas, realizadas em Guadalajara (México), Paris (França), Bolonha (Itália), Ouagadougou (Burkina Faso), Frankfurt (Alemanha) e Abu Dhabi (Emirados Árabes), seguidas de um encontro de encerramento, patrocinado pela Unesco e realizado na Cidade do Cabo (África do Sul), nos recintos do Centre for the Book, de 18 a 21 de setembro de 2014.

As oficinas preparatórias, que tiveram continuidade nos grupos de trabalho, discutiram temas escolhidos e apontados como prioritários pelos editores (o livro digital, as políticas públicas para o livro, os modelos econômicos das editoras independentes, a literatura juvenil, a edição em idioma nacional e local, as parcerias editoriais solidárias e o “Livro Igualitário”, a doação de livros). Essas oficinas e trocas à distância permitiram a elaboração de ferramentas e recomendações, destinadas aos poderes públicos, aos organismos internacionais e aos profissionais da edição, que foram discutidas e validadas pelos editores na Cidade do Cabo em setembro de 2014. A soma dessas propostas (que serão publicizadas até o fim de 2014 pela Aliança) tem o objetivo de defender e promover a bibliodiversidade em nível tanto nacional como internacional.

A conclusão desse processo deu lugar à redação da Declaração Internacional dos Editores e Editoras Independentes 2014. Em 20 de setembro de 2014, os 60 editores independentes de 38 países presentes na Cidade do Cabo redigiram coletivamente, em três línguas de trabalho, esta declaração pública. Ele é fruto de mais de quatro horas de trocas interlinguísticas e interculturais, reflexão comum, profundo respeito pela palavra do outro e questionamentos. A Declaração 2014 foi em seguida validada à distância pelos editores ausentes e está sendo traduzida em várias línguas (francês, inglês, espanhol, português, árabe, farsi, italiano...). Hoje, 400 editores de 45 países assinaram a Declaração Internacional dos Editores e Editoras Independentes, que propomos a vocês divulgar amplamente, para junto conosco manter viva e fortalecer a bibliodiversidade.

Observação: 45% dos integrantes da Aliança Internacional dos Editores Independentes são editoras. Usamos, contudo, a palavra editor, de acordo com o uso gramatical em vigor, por comodidade e, sobretudo, para favorecer a legibilidade do texto.

Preâmbulo
O livro é um vetor essencial da construção e difusão dos saberes, do desenvolvimento do espírito crítico e da construção do ser humano. Ele não é uma simples mercadoria. Como bem cultural, faz parte de uma economia específica e não deve ser submetido exclusivamente às leis do mercado. Sua concepção, produção e comercialização, no formato de papel ou digital, têm vocação para a longa duração; ele se dirige tanto para as gerações futuras quanto para as presentes.

O editor independente criativo concebe sua política editorial com toda a liberdade, de modo autônomo e soberano. Seu abordagem não é unicamente comercial. Nisso, ele garante, junto com os outros atores da cadeia do livro, uma criatividade renovada, a memória e os saberes dos povos. Ele trabalha pela democratização do livro, por uma edição plural e crítica, e é, assim, o artesão de uma bibliodiversidade essencial. Ele privilegia os critérios de qualidade e durabilidade, não os de quantidade e rapidez.

No entanto, os editores independentes são cada vez mais debilitados pelas consequências das políticas neoliberais e pela decorrente concentração do setor. Nos últimos anos, o crescimento dos grandes atores do livro digital, que consideram que os conteúdos culturais são simples instrumentos a serviço de seus interesses financeiros, reforçou ainda mais essa lógica.

As mudanças políticas também influenciam o devir dos atores culturais. Em alguns países, as mudanças democráticas abriram espaços de liberdade e permitiram o surgimento de uma nova geração de editores independentes. Em outros, em contrapartida, os conflitos afetam duramente a atividade editorial e a expressão da pluralidade das opiniões.

Nesse contexto, a edição independente ainda consegue se renovar e trazer à tona as vozes da diversidade. Se a edição independente continua tão viva, é porque ela atende a uma necessidade, mas é também porque os editores souberam se mobilizar para se fazer ouvir e se organizar. Hoje, mais do que nunca, a solidariedade é necessária.

Declaração
Nós, 400 editores e editoras de 45 países, reunidos junto à Aliança Internacional dos Editores Independentes, reafirmamos por ocasião do III Congresso Internacional da Edição Independente, realizado na Cidade do Cabo (África do Sul) de 18 a 21 de setembro de 2014, nosso desejo de agir
juntos para defender e promover a bibliodiversidade.

Em 2005, a adoção pela Unesco da Convenção sobre a proteção e promoção da diversidade das expressões culturais, seguida de sua ratificação por numerosos Estados, representou uma etapa importante no reconhecimento da especificidade dos conteúdos culturais e do papel do editor independente de criação. Para que não seja letra morta, essa convenção exige ser continuada por ativas políticas públicas voluntaristas.

Nos países onde elas são fracas ou ausentes, apelamos para os governos para que implantem o quanto antespolíticas nacionais para o livro, em favor do desenvolvimento cultural e da democratização do livro e da leitura. Essas políticas, em sua elaboração e implantação, devem envolver profundamente todos os atores da cadeia do livro, assim como a sociedade civil. Elas devem reforçar as carreiras dos profissionais do livro de cada país e contribuir para a produção local, a difusão e o acesso de todos ao livro, em particular pela implementação de medidas de regulamentação e fiscalização adequadas, e pela multiplicação dos espaços de leitura, notadamente as bibliotecas públicas. Elas devem se aplicar tanto ao livro em papel quanto ao digital, e promover a complementaridade entre ambos.

É também indispensável, no contexto da globalização, que essas políticas nacionais sejam continuadas porpolíticas regionais e internacionais. Estas devem permitir uma circulação equilibrada das obras e uma regulação do mercado do livro para enfrentar as veleidades predadoras dos grandes grupos internacionais, sejam digitais ou não.

É fundamental que sejam concebidas e aplicadas leis equilibradas em matéria de direito autoral – leis que permitam proteger os direitos dos criadores e garantam ao mesmo tempo o acesso ao conhecimento.

Devemos redobrar a vigilância, mas também a inventividade para frustrar qualquer forma de opressão da palavra. A luta contra todas as formas de censura (de Estado, administrativa, religiosa, econômica e até a autocensura) é ainda hoje um desafio prioritário.

O controle do pensamento não é apenas a censura. Num contexto de superinformação, de concentração das mídias e de padronização dos conteúdos, é essencial cuidar para que a liberdade de expressão não sirva apenas à voz dos grupos ou dos poderes dominantes. Nós, editores independentes, defendemos o Fair Speech (igualdade de expressão), para que seja ouvida a pluralidades das vozes como garantidoras da bibliodiversidade.

Os atores virtuais em posição hegemônica, como Amazon, Google ou Apple, devem se submeter às leis e às regulamentações em vigor nos países. Apelamos para os poderes públicos e organismos internacionais para estabelecer leis que promovam a bibliodiversidade, para que os editores e os livreiros possam continuar a desempenhar o papel indispensável de atores e mediadores em prol da cultura.

A circulação dos livros não deve ser em sentido único, não deve reproduzir lógicas de dominação nem prejudicar o desenvolvimento do mercado local e da indústria nacional. Apelamos para um reequilíbrio do intercâmbio entre os países fortemente exportadores de livros e os países destinatários.

No campo do livro didático, os Estados e os grandes grupos internacionais ainda detêm majoritariamente o mercado dos países do Sul, apesar da pressão legítima dos coletivos profissionais e de algumas medidas políticas. É urgente permitir que os editores independentes locais se apropriem dessa produção, necessária à construção de uma economia local do livro e ao desenvolvimento de outros setores editoriais menos rentáveis e mais arriscados. E, sobretudo, isso é indispensável para a formação de uma juventude que se reconheça nas referências que lhe são
propostas.

A doação de livros em papel, mas também a doação de suportes (leitores, tablets...) e conteúdos digitais, dos países do Norte para os do Sul e também entre os países do Sul, embora se baseiem em princípios de generosidade, também fazem parte de certa hegemonia cultural. Há muitos anos, advertências dos profissionais do Sul e suas propostas em favor de outro tipo de doação contribuíram para mudanças nessas práticas. É imperativo dar continuidade ao questionamento global desse sistema para responder de forma duradoura às expectativas dos leitores.

Diante dos fenômenos de predação, a solidariedade profissional entre editores independentes é uma força. Devemos desenvolver nossas próprias ferramentas e estimular a transferência de competências, o compartilhamento dos saberes, das práticas e e dos recursos.

Os fluxos de tradução e os intercâmbios entre as literaturas e as correntes de pensamentos dos diferentes países são um vetor importante do conhecimento mútuo e uma condição essencial do desenvolvimento do senso crítico e da democracia. É indispensável que fundos de apoio à tradução sejam desenvolvidos e fortalecidos. Apoiar os fluxos de tradução e sua reciprocidade é favorecer o diálogo intercultural e preservar a bibliodiversidade.

As coedições solidárias, realizadas de acordo com o princípio do “Livro Igualitário”, facilitam a circulação dos conteúdos e as trocas de ideias. Permitem dividir as tarefas e os custos de edição e impressão e, desse modo, oferecer livros a preços justos a públicos mais amplos. Temos convicção de que é preciso desenvolver essas práticas, em especial por intermédio de fundos de ajuda à coedição.

A edição em línguas locais e nacionais continua marginalizada, embora tenha um papel fundamental na educação e no desenvolvimento social duradouro. Devemos transformá-la numa alavanca para promover a transmissão dos saberes e da emancipação, e fazê-lo de modo que cada povo possa ter acesso à leitura em sua própria língua.

Apelamos para os editores independentes de todo o mundo para que se unam, ao lado dos autores, dos livreiros independentes, dos bibliotecários e dos outros atores da cadeia do livro, em associações e coletivos que nos permitam manter viva e fortalecer juntos a bibliodiversidade.

Por fim, é nossa responsabilidade, nós editores independentes, pôr em prática os princípios que enunciamos e defender um modelo de edição respeitoso dos direitos humanos e do meio ambiente. Temos igualmente uma responsabilidade para com os leitores e os públicos mais distantes do livro, pois a democracia depende em especial da apropriação dos saberes por todos e por cada um. Juntos, devemos apostar na nossa capacidade de agir e redobrar a criatividade.


Sábado, 20 de setembro de 2014, Cidade do Cabo (África do Sul)
Tradução: Mariana Echalar




Escrito por Agenor Gasparetto às 19h32
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POLÍTICA, PESQUISA E LITERATURA 514

 

SEREIAS: NOVOS INDÍCIOS

Documentário instigante sobre um ser mitológico, mas que, segundo pesquisadores, ainda que não queira ser encontrado, está aí, nos oceanos. Tratar-se-ía de uma nova espécie de mamífero aquático, mas com uma singularidade: um hominídeo aquático. Um elo perdido na evolução humana.

Para ver o documentário, ver no youtube:

http://www.youtube.com/watch?v=kgyFflUP1mM

 

Ver também entrevista com Paul Robertson e Tortsten Schmidt

 http://www.youtube.com/watch?v=Y9O6VeNtfS0

 

 

 



Escrito por Agenor Gasparetto às 19h11
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POLÍTICA, PESQUISA E LITERATURA 513

 

Corrupção-3

Na medida em que a operação Lava Jato avança em suas investigações, parafraseando conto infantil, o rei vai ficando nu frente aos fatos, o rei, aqui, é praticamente toda a estrutura político-partidária, base aliada e oposição.

A propósito, texto de Ricardo Semler, em sua honestidade, expõe o cinismo e a hipocrisia de alguns que se envergonham quando deveriam vestir o chapéu e calar (ou revelar efetivamente que sabem, fizeram ou permitiram que fosse feito). Contudo, quem é o do ramo da política ou dos negócios, como Semler, não ignora o que efetivamente se passa no trato com o poder público neste país, nas esferas municipal, estadual e federal. Ricardo Semler afirma com todas as letras que não se vende sem propina desde os anos 70. Vem de longe, portanto.

 http://www.brasil247.com/pt/247/economia/161203/Semler-n%C3%A3o-se-vende-sem-propina-desde-1970.htm

Mais do que isso, no caso da Petrobrás, quem a desobrigou de cumprir a Lei 866/93, o que não justifica a roubalheira, obviamente, foi um decreto 2745/98, do ex-presidente FHC, hoje envergonhado, que permitiu a Petrobrás contratar milhões e bilhões sem licitações. 

Por isso, é importante que essa investigação vá até o final. E um passo necessário para o país avançar um passo mais. A punição aos corruptores, pela primeira vez com riscos de prisão efetiva, decorreu de um ato da presidente Dilma, através da lei anticorrupção, nº 12.846, de primeiro de agosto de 2013.

E difícil prever até onde irá essa operação Lava Jato, mas a próxima etapa, a oitava, vai mostrar muitos políticos encharcados. E o cinismo e hipocrisia de alguns vai ter que enfrentar a realidade. O depoimento de Fernando Baiano de que começou a operar ainda nos tempos de FHC contribuirá para que se conheça a realidade para além do que a grande mídia enfatiza e muitos relutam a acreditar.

http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/161295/Baiano-diz-que-iniciou-neg%C3%B3cios-na-Petrobras-no-governo-FHC.htm

 

Dentre os candidatos a Presidente, apenas Dilma reunia e reúne condições de levar adiante o que está em curso. E como afirma a Bíblia, em João 8.32, “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” Essa frase de Jesus Cristo é oportuna também neste momento e é uma das expressões que mais me cativam na Bíblia. E, é claro, a verdade é dolorosa, mas, mesmo assim, necessária. O Brasil precisa da verdade, a verdade que vai além das tentativas de comentaristas da grande mídia em esconder, diluir ou mesmo confundir. Interessa toda a verdade, não apenas a verdade contra ou a favor do governo e seus partidos. Interessa toda a verdade. Toda, sem titubeios. Não para achar que este mundo é feito de bandidos e mocinhos, e, logicamente, a gente achar que está entre esses, mas para reconhecer que a realidade é contraditória e o poder e o dinheiro corrompem, e corrompem sempre. Cabe a sociedade e as suas instituições coibir e punir os que apostam e ganham e construíram e constroem impérios econômicos as custas do Público.



Escrito por Agenor Gasparetto às 23h59
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POLÍTICA, PESQUISA E LITERATURA 512

 

Corrupção-2

Bom seria se algum grande partido pudesse afirmar que tem as mãos limpas e que está livre da corrupção que assola este país e que vem de bem longe. Seria muito bom. O máximo possível que alguns partidos conseguem é a complacência da mídia, dos delatores, e de alguns empresários-delatores, como o executivo da Queiroz Galvão, que soletrou os nomes dos partidos da base aliada e na hora de apontar o PSDB e o PSB, da oposição, mencionou apenas “e mais alguns” (partidos) e como bem assinalou a matéria, a Polícia Federal que investiga o caso, em sua complacência seletiva, não procurou saber quem seriam esses “mais alguns”.  Essa omissão, ou esse envergonhamento de ter que admitir que as mãos não andam tão limpas como se gostaria, é sintomático do desejo de que ao menos alguns partidos se salvem e ilustra o que se passa neste momento.

 http://jornalggn.com.br/noticia/a-pf-executivo-da-queiroz-galvao-omite-repasses-ao-psdb-e-psb

Ou, tomando de empréstimo expressão da então candidata Luciana Genro que ficou famosa na campanha eleitoral: trata-se da troca de acusações entre “o sujo e o mal lavado”. O processo de depuração irá muito além do episódio Petrobrás e levará pelo menos mais uma geração se não for abortado, mas a sociedade e o país vão amadurecendo e criando condições para que uma nova prática passe a ser possível que, necessariamente, exigirá o fim da contaminação entre poder econômico via empresas e campanhas eleitorais. Do contrário, a elitização econômica da representação política será cada vez maior e as campanhas cada vez mais proibitivas para cidadãos que não tenham forte embasamento financeiro, como vem sinalizando a própria OAB quando faz a defesa de um “financiamento democrático das campanhas”

http://jornalggn.com.br/noticia/financiamento-empresarial-esta-no-centro-dos-casos-de-corrupcao-sinaliza-oab

http://jornalggn.com.br/noticia/delator-da-lava-jato-ja-era-suspeito-por-formacao-de-cartel-desde-mario-covas

http://www.brasil247.com/pt/247/economia/160830/MP-cartel-de-empreiteiras-opera-desde-a-Petrobrax.htm

 

A moralização da política exige esse passo, pois enquanto o dinheiro das empresas fluir nas campanhas, a corrupção apenas mudará de forma, mas persistirá e ficará mais complexa, mas continuará, sem dúvida. 



Escrito por Agenor Gasparetto às 22h02
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POLÍTICA, PESQUISA E LITERATURA 511

 

Corrupção

A Presidente Dilma, caso consiga ir até o final das apurações no caso Petrobrás, poderá ser um divisor de águas na história da luta contra a corrupção neste país. Pela primeira vez, dirigentes de empresas corruptoras, o outro lado, estão sendo objeto de apuração e tendo que dar explicações. Não será nada fácil, nem do lado governista, nem do lado da oposição, sobretudo a se considerar o que a matéria do Diário do Centro do Mundo,  que segue:

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/esquema-criminoso-atuava-ha-pelo-menos-15-anos-na-petrobras-afirmam-procuradores/

Vem de longe o problema da corrupção na Petrobrás. Assim como no caso do Mensalão, o PT parece que mais uma vez preferiu copiar o que vinha sendo feito do que ser uma referência nova, como muitos sinceramente acreditaram que seria. Houve o julgamento do Mensalão do PT e aliados, já o Mensalão que inspirou esse, corre risco de não dar em nada, mesmo que anterior. No caso da Petrobrás, parece que o fato andou se repetindo.  E, caso haja lupas interessadas, deverá se repetir em outras empresas, mas não apenas na esfera federal, mas também nas esferas estaduais e municipais, independentemente de colorações partidárias. Basta apenas querer ver tudo e não apenas partes.

Por fim, é uma pena que delegados da Polícia Federal tenham se posicionado mais como uma linha B da campanha de Aécio, vazando informações de delações premiadas seletivamente para a grande mídia do que atuando como verdadeiros policiais a serviço da sociedade, como revelou matéria do Estadão e no link comentada:

http://www.brasil247.com/pt/247/artigos/160572/Lava-Jato-conspira%C3%A7%C3%A3o-e-pol%C3%ADtica-rasteira.htm

Mesmo assim, apesar do apequenamento de alguns, o país está avançando. Serão seguramente tempos difíceis, mas o país precisará superar essa etapa. E este é o primeiro grande desafio da presidente Dilma, antes mesmo de emplacar sua nova equipe e seu segundo mandato. Dilma afirmou na campanha que avançaria nas apurações. Continua afirmando que o fará. Terá que cortar da própria carne, mas será difícil imaginar que não haja cortes em outras carnes também, e isto está assustando, melhor seria que fosse apenas um discurso de campanha, como revela matéria a seguir:

 

https://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/160662/Tentam-intimidar-Dilma-para-cessar-investiga%C3%A7%C3%B5es.htm



Escrito por Agenor Gasparetto às 23h15
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POLÍTICA, PESQUISA E LITERATURA 510

A agente do Detran do Rio de Janeiro Luciana Silvas Tamburini foi condenada pela 14ª Câmara Civil do Tribunal de Justiça do Estado do RJ a pagar R$ 5.000,00 por ter ”desafiado a própria magistratura e tudo o que ela representa”.  E isto porque, porque a agente no exercício do seu dever teve pela frente um juiz, dirigindo sem carteira, carro sem placa e sem documentos  e quando recebeu a comunicação de que o carro estava apreendido, num entrevero verbal, do alto de sua divindade deu voz de prisão aa mortal agente. Mas nesse episódio, seguramente, pior do que esse juiz foi o desembargador que protegeu o juiz e condenou a agente .

Creio que vale a pena ler a matéria em que Cláudia Wallin, de Estocolmo, traz alguns exemplos de como a lei funciona por aqueles lados nórdicos. Para ler, acessar matéria do Diário do Centro do Mundo

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-que-aconteceria-na-suecia-com-o-juiz-parado-numa-blitz-no-rio/

 

SOBRE AS OUTRAS BOLSAS

Já ouvi comentários muito duros contra o Bolsa Família, alegando que estaria fomentando a preguiça e induzindo a que mulheres tenham mais filhos por conta disso. Esse discurso é de pessoas comuns. Já no andar de cima, a crítica é mais ideológica. No entanto, via lei muitos conseguem “bolsas”, até mesmo juízes estavam pleiteando uma pouco superior a 4 mil reais mensais para se fixarem nesses interiores. Caso se faça uma análise, podemos descobrir um mundo de privilégios que poderiam ter também como nome “bolsa”, pois se constituem em alguma ajuda do Estado, logo bancada por toda a sociedade, para poucos. E há privilégios nesse país, apenas não levam o nome de bolsa e também não atendem aos pobres.

Dentre esses, os imensos valores que os governos, as prefeituras, os governos estaduais e governo federal gastam com publicidade. Não é pouco. A pergunta é: por que no Brasil as empresas de mídia, precisam tanto de recursos públicos? De outra forma, porque governos precisam gastar tanto em propaganda, cujo dinheiro vai acabar no colo das empresas de comunicação?

O Diário do Centro do Mundo traz uma matéria sobre esse fato, que merece reflexão. Alguns trechos: “Entre 2003 e 2012, elas quase dobraram, segundo dados do Secom. De cerca de 1 bilhão de reais, foram para as imediações de 2 bilhões ao ano. Apenas a Globo – com audiência em franca queda por causa da internet – recebeu 600 milhões de reais em 2012.” Para ler na íntegra, acessar

 

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-bolsa-imprensa-que-as-empresas-de-jornalismo-enxergam-como-direito-adquirido/



Escrito por Agenor Gasparetto às 10h27
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 POLÍTICA, PESQUISA E LITERATURA 509

 

Novas mídias

Estas últimas eleições presidenciais afirmaram a força das novas mídias, que ocupam espaços crescentes a atenção de leitores e internautas. Seguem algumas:

Luis Nassif: www.luisnassif.com.br

Diário do Centro do Mundo: www.dcm.com.br

Conversa Afiada: www.conversaafiada.com.br

Brasil247: www.brasil247.com

 

Ainda sobre Pizzolato e a Justiça Italiana

A Justiça Italiana ao negar a extradição de Pizzolato ao Brasil começa a fazer justiça com ele, condenado só ele ainda que nenhum documento no banco tenha assinado sozinho, mas foi escolhido para ser condenado na ânsia por um justiçamento seletivo do ex-presidente do Supremo Tribunal Joaquim Barbosa. Pois bem, da Itália começam a ficar expostas as fragilidades desse julgamento. Oportuno artigo sobre a atuação de Joaquim Barbosa na Ação Penal AP 470. por Pedro Benedito Maciel Neto.

http://www.zedirceu.com.br/quais-interesses-levaram-barbosa-a-fraudar-a-ap-470/

Curiosamente, comentaristas da grande mídia ao comentar ao público as razões da não extradição focaram basicamente as condições das penitenciárias brasileiras, omitindo, estrategicamente, as outras razões.  Estrategicamente para preservar as opiniões que tiveram antes sobre o episódio. A omissão consiste numa autoproteção, pois expõe a parcialidade dos argumentos utilizados.

Há quem afirme, como Adylson Machado, que a renúncia precoce do ex-presidente do Supremo se trata basicamente de uma fuga, para não ficar exposto aos desdobramentos de sua atuação, especialmente referente ao Inquérito Policial 2474 que omitiu para não ser obrigado a rever suas posições e suas condenações e todo o edifício de julgamento ruir sob o peso dos fatos (www.adylsonmachado.blogspot.com.br).

 

Mia Love

Mia Love, primeira mulher negra eleita pelo partido Republicano dos Estados Unidos, que pela primeira vez elegeu mais de 100 mulheres.

Algumas posições da conservadora Mia Love, da Igreja Mórmon:

“Uma conservadora ferrenha, ela declarou que luta por “disciplina fiscal, governo limitado e responsabilidade pessoal. Ela também é pró-armas, anti-aborto e anti-Obamacare. “Eu sou uma espécie de pesadelo para o Partido Democrata”, falou a um repórter durante a campanha no início deste ano. “Eles não me querem lá. Mas eu estou chegando”.” Para ler artigo na íntegra, acessar

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/negra-mormon-e-estrela-do-partido-republicano-mia-love-e-o-novo-pesadelo-de-obama/

Posições bem opostas a do presidente Barack Obama, também negro, mas pelo partido Democrata.

 

Manifestações contra a democracia e Aécio

 

Como era de se esperar, o senador Aécio condenou as manifestações pedindo a volta dos militares. Posição acertada de Aécio neste ponto. http://www.cartacapital.com.br/politica/aecio-neves-diz-que-nao-ha-fato-para-impeachment-de-dilma-rousseff-7872.html



Escrito por Agenor Gasparetto às 08h59
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