Política e Pesquisa 147
Preços dos alimentos e juros do Banco Central
Hoje, como se expôs em inserções anteriores, o mundo vive uma alta dos preços dos grãos e dos alimentos em geral, mesmo com altas também na produção, por várias razões, estando entre as principais o desvio para a produção do biocombustível de mais de 70 milhões de toneladas de milho nos Estados Unidos que antes eram destinados à alimentação humana e animal (a cana-de-açúcar ainda que ocupe as melhores terras e dada a vastidão de terras ainda ociosas ou degradadas no país, ainda não pode ser colocada no banco dos réus). Outra causa importante, é que chineses, indianos, latino-americanos, enfim, os cadidãos do mundo que começaram a ganhar mais dinheiro e ter acesso ao mercado, em suma, China e Índia não consomem apenas minério de ferro, petróleo, mas também alimentos. Essa escassez vem salvando a agricultura brasileira da derrocada do dólar face ao nosso real. Sendo assim, a inflação hoje que se observa no país, tem como causa principal uma inflação externa, em Dólar, Euro e outras moedas. Importar mais não reduz preços internos como em outros tempos. Mesmo porque, dada a globalização da agricultura, os preços praticados interna e externamente tendem a se nivelar. Se isto é verdadeiro, qual o real impacto do Banco Central ter aumentado em meio ponto a taxa básica de juros? Sobre a inflação, não deverá ser relevante. Contudo, seguramente, será relevante num efeito colateral na intenção e principal no efeito, ou seja, provocará uma maior desaceleração do Dólar face ao Real, dada a enxurrada crescente de dólares que entram no país atraídos pela maior taxa de juros reais praticada no mundo. Paradoxalmente, enquanto isso, nos Estados Unidos e alhures, essa mesma taxa, ainda que mais baixa, está caindo, visando dinamizar a economia, tentando ao menos minimizar os efeitos da crise que por lá vai se manifestando e preocupando. Os brasileiros comuns, que já avançaram no comprometimento futuro de sua renda via consumo financiado pelo crédito, com a elevação dos juros, poderão descobrir que não mais conseguirão pagar seus débitos. E assim, o extremado zelo do Banco Central terá contribuído para fortalecer em demasia o Real, zerado os saldos positivos da balança de pagamentos e contribuindo para o país, à sua maneira, viver sua crise. Estarei delirando ao fazer esse comentário?
Pesquisa registrada na Justiça Eleitoral realizada em Mascote
A Sócio Estatística realizou pesquisa de opinião em Mascote, entre os dias 19 e 20 de janeiro de 2008. A amostra do tipo probabilística estratificada por idade, sexo e regiões da cidade. Corresponde a um erro amostral em torno de 4,5%, supondo um intervalo de confiança da ordem de 95%. Ao todo, foram consideradas válidas as respostas de 606 cidadãos.
Geograficamente, a pesquisa realizada na sede e nos povoados de São João do Paraíso, Teixeira do Progresso, Pimenta, Ruinha, Novo Horizonte e com eleitores da zona rural, na feira livre.
Em Mascote, o governo Lula tem uma avaliação tendendo ao positivo. 74,4% de avaliação positiva contra 4,5% de negativa. O governo Wagner tem uma avaliação tendendo levemente ao positivo. 39,5% de avaliação positiva contra 10,8% de negativa. O prefeito Washington tem uma avaliação tendendo ao negativo. 25,1% de avaliação positiva contra 55,5% de negativa.
Eleitoralmente, na pesquisa espontânea, Gilvan teria 9,0% das intenções de voto contra 2,8% de Zé Lins, 19,9% de Ferreira, 0,5% de Arnaldo e 0,5% de Mattedi. Os que não apontaram nenhum nome somam 67,1%.
Na pesquisa estimulada, Gilvan teria 21,5% das intenções de voto contra 10,8% de Zé Lins, 40,3% de Ferreira, 4,3% de Arnaldo e 3,2% de Mattedi. Os que não sabem somam 16,8%.
Consistência da intenção de voto: para 45,9% dos eleitores, o voto é fechado.
Pesquisa de rejeição: A rejeição de Gilvan seria de 18,2% contra 23,7% de Zé Lins, 15,7% de Ferreira, 23,6% de Arnaldo e de 24,1% de Mattedi.
Os resultados, em janeiro, eram esses. Hoje, é possível que sejam outros. Em tese, a validade da pesquisa está vencida. Contudo, caso se trate de quadro estabilizado, ainda poderia estar refletindo fidedignamente a realidade. Para registro, eis o quadro vigente no passado.
Escrito por Agenor Gasparetto às 18h30
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