Política e Pesquisa 153
Onde há fumaça, há necessariamente fogo?
Um dado preocupante, da perspectiva da empresa de pesquisa, é que nos últimos dois meses recebemos várias ligações de pessoas, algumas conhecidas. O conteúdo recebido desses telefonemas é basicamente o seguinte: entrevistadores se apresentando como sendo da Sócio Estatística, utilizando crachá da empresa. Na época informada, contudo, não havia nenhuma pesquisa da Sócio nessas cidades. As cidades em que recebemos esses telefonemas foram as seguintes: Encruzilhada, Riacho de Santana, Aiquara, Santa Luzia e, por último, Buerarema, nesse último sábado. Nessa última cidade, quem nos ligou, informado da existência dessa pesquisa, foi à rua e se fez entrevistar. No crachá com logomarca da empresa, não havia nome do entrevistador e nenhum dado de identificação mais. O que podemos dizer, por ora, é que em nosso crachá, além da logomarca, há dados da empresa, como endereço, telefone e email, mais foto e nome do entrevistador e a própria página na Internet. Confirmada a existência dessa clonagem, há prejuízos à imagem da empresa junto aos eleitores, construída ao longo de quase duas décadas. O eleitor também está exposto, uma vez que o que informar poderá ser utilizado de forma indevida, até contra ele. É um direito sagrado do eleitor entrevistado ter assegurado o sigilo de sua informação e que essa não tenha nenhum uso individualizado, muito menos em seu prejuízo.
Jussara versus Iruman
Nas últimas semanas, Iruman Contreiras, advogado, radialista e ex-secretário da segunda administração de Geraldo Simões, decidiu disputar a indicação do Partido dos Trabalhadores em Itabuna. Colocou carro de som e faixas nas principais vias da cidade. Como resultado, legitimou Jussara, que venceu com larga margem, com quase 90% dos votos dos filiados que compareceram à prévia.
Roberto Barbosa
Outdoor festejando o aniversário da empresa Minas Aço, do empresário Roberto Barbosa. Com a palavra CONFIANÇA em letras maiores. Novo na arte da política, Roberto está aprendendo rapidamente a necessidade de visibilidade. Como outros, em busca da confiança do eleitor, segue em sua peregrinação, pelas estações de rádio, pelos bairros, de reunião em reunião. Na política, aprende-se rápido muitas coisas e aguça-se a sensibilidade. O problema é que o que se constrói numa reunião ou numa entrevista um outro pretendendo ao cobiçado cargo, pode desconstruir. Vence quem consegue passar mais confiança, mais segurança. E, aqui, alguns nascem com o dom de empatizar e, porque não dizer, de enfeitiçar o eleitor.
Escrito por Agenor Gasparetto às 19h03
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|