Política, Pesquisa, Literatura e Afins


POLÍTICA E PESQUISA 164

 

REGISTROS DE PESQUISA ELEITORAL   

Segue principais resultados de pesquisas eleitorais realizadas em Ubatã e em Coaraci. Nesse último município foram realizadas duas pesquisas, uma no dia 8 e outra no dia 15 de agosto. Os resultados, como esperados, foram praticamente os mesmos.  A razão da existência das duas pesquisas decorreu do fato de que a primeira não estava prevista para publicação.  Dado o interesse em publicá-la, a empresa condicionou essa divulgação com a realização de uma segunda, que serviria como confirmação da primeira.

 

UBATÃ

A Sócio estatística realizou pesquisa em Ubatã, em 7 de agosto de 2008, com 406 eleitores.  Margem de erro: 5%, ou seja, cinco pontos percentuais para mais e para menos do resultado encontrado.

 

Dentre os resultados, destacam-se: a administração Lula obteve 81,2% de avaliação positiva contra 2,5% de avaliação negativa. A administração Jacques Wagner obteve 51,0% de avaliação positiva contra 9,4% de avaliação negativa. Já a administração municipal, do prefeito Dai da Caixa, apresentou 28,5% de avaliação positiva e 38,2% de avaliação negativa. Relembra-se que o conceito regular, em momentos decisivos, com a eleição, tende a assumir o sinal negativo. 

 

Eleitoralmente, na pesquisa espontânea, Tinho teria 16,0%, Edson Neves 20,2%, Agilson Muniz 39,5% e João de Baiano, 3,5%. Os indecisos e voto em outro candidato somaram 20,5%.

Na pesquisa estimulada, Tinho teria 18,0%, Edson Neves 20,4%, Agilson Muniz 44,3% e João de Baiano, 3,4%. Os indecisos e voto em outro candidato somaram 12,3%. Os nulos e brancos somam 1,5%.

Na pesquisa de rejeição, Tinho seria rejeitado por 20,0%, Edson Neves por 38,9%, Agilson Muniz por 15,8% e João de Baiano por 21,2%. 

 

 

COARACI – 1

A Sócio estatística realizou pesquisa em Itabuna, entre  8 de agosto de 2008, com 407 eleitores. Margem de erro: 5%, ou seja, cinco pontos percentuais para mais e para menos do resultado encontrado.

 

Dentre os resultados, destacam-se: a administração Lula obteve 82,1% de avaliação positiva contra 0,7% de avaliação negativa. A administração Jacques Wagner obteve 57% de avaliação positiva contra 3,4% de avaliação negativa. Já a administração municipal, sob o comando de Gima, apresentou 45,1% de avaliação positiva e 26,8% de avaliação negativa. Relembra-se que o conceito regular, em momentos decisivos, com a eleição, tende a assumir o sinal negativo. 

 

Eleitoralmente, na pesquisa espontânea, Joaquim Torquato teria 4,2%, Gima 35,9% e Josefina, 38,1%. Os indecisos somaram 21,9%.

Na pesquisa estimulada, Joaquim Torquato teria 4,7%, Gima  37,6% e Josefina, 43%.  Os indecisos somaram 12,8%. Os nulos e brancos somaram 2%.

Na pesquisa de rejeição, Joaquim Torquato teria 48,2% de rejeição, Gima teria 31,0% e Josefina, 16,2%. 

 

COARACI – 2

A Sócio estatística realizou pesquisa em Itabuna, entre  15 de agosto de 2008, com 378 eleitores. Margem de erro: 5%, ou seja, cinco pontos percentuais para mais e para menos do resultado encontrado.

 

Dentre os resultados, destacam-se: a administração Lula obteve 81,7% de avaliação positiva contra 2,4% de avaliação negativa. A administração Jacques Wagner obteve 52,4% de avaliação positiva contra 8,2% de avaliação negativa. Já a administração municipal, sob o comando de Gima, apresentou 43,9% de avaliação positiva e 29,1% de avaliação negativa. Relembra-se que o conceito regular, em momentos decisivos, com a eleição, tende a assumir o sinal negativo. 

 

Eleitoralmente, na pesquisa espontânea, Joaquim Torquato teria 2,6%, Gima 33,9% e Josefina, 38,4%. Os indecisos somaram 25,1%.

Na pesquisa estimulada, Joaquim Torquato teria 3,7%, Gima  37,0% e Josefina, 43,4%.  Os indecisos somaram 14,3%. Os nulos e brancos somaram 1,6%.

Na pesquisa de rejeição, Joaquim Torquato teria 37,8% de rejeição, Gima teria 29,4% e Josefina, 22,0%. 

 

LULA E ELEIÇÕES MUNICIPAIS

Afirmei em inserções anteriores e acredito ser correta a seguinte tese: eleições municipais se decidem primeira e principalmente por fatores e elementos locais. Segundo, o eleitor escolhe o próximo prefeito comparando, com o que está no exercício. A administração em curso funciona como um filtro, uma lente, através do qual os postulantes ao cargo são avaliados e a escolha é feita. Isto posto, nos municípios em que há o registro da pesquisa e sua divulgação autorizada, também constam dados da avaliação das administrações municipal, estadual e federal. E aqui há um dado merecedor de registro: Lula, em quase todos os municípios, tem avaliação tendendo fortemente ao positivo. A sua avaliação negativa tende ao residual. (Itabuna, por razões históricas, é uma exceção a essa regra). Em razão disso, não é à toa que, salvo exceções, é a imagem mais presente nestas eleições, já que mais de um candidato tende a fazer uso de sua imagem. Dada a força de Lula, não será  de todo equivocado que Lula, em algumas situações, poderá exercer influência, favorecendo candidatura mais associada à sua imagem. Obviamente, estou fazendo referência a municípios em que há um certo equilíbrio e que um empurrão externo poderá fazer a diferença. Hoje, na Bahia, se há um fator externo com alguma força nos cenários locais, esse é o fenômeno Lula. Mesmo assim, frisa-se:  continua valendo a perspectiva de que elementos e fatores locais são determinantes. Como decorrência, candidaturas associadas à imagem de Lula poderão agregar um diferencial neste processo sucessório, podendo desequilibrar quadros de disputa acirrada.



Escrito por Agenor Gasparetto às 09h36
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POLÍTICA E PESQUISA 163

 

SENSIBILIDADE

Os candidatos que vivem o drama de uma campanha desenvolvem uma apurada sensibilidade em relação à natureza humana. Esse aguçamento da sensibilidade talvez seja reflexo da necessidade de auscultar a alma humana, desvendar-lhe os segredos. Político com esse sentido apurado, dificilmente se engana acerca de quem está próximo dele.

 

CARREATAS E PASSEATAS

Nesses novos tempos, de showmícios proibidos, passeatas e carreatas parecem servir para demonstração de força.  Número de integrantes, pessoas ou carros, em uma e em outra, são usados como sinais de força. A propósito, duas observações: primeira, ainda que impressionem um após o outro, carros não votam; segunda, é importante saber a natureza da adesão, se é espontânea ou se movida a dinheiro ou impelida por constrangimentos decorrentes do poder de mandar para o olho da rua ou subtrair algum benefício.  Em carreata em que até bicicleta tem direito a gasolina, ou que o emprego público está em risco, a avaliação é um pouco difícil.

Acerca desses atos de campanha, aliados tendem a superestimar os números e adversários, a subestimar.

 

NAS CAMPANHAS: NÓS E OS OUTROS

Em tempos de campanhas eleitorais tendemos a ser complacentes e generosos com os amigos e aliados e rigorosos e implacáveis com os do outro lado, até nos números de participantes de uma manifestação.

 

PROPAGANDA ELEITORAL GRATUITA

A propaganda eleitoral gratuita se constitui numa contribuição à democracia. Trata-se de uma conquista. Representa, de alguma forma, um maior equilíbrio entre os candidatos. Nesse espaço, mensagem de candidaturas que ficariam, em função da desigualdade de recursos, com pouca visibilidade podem alcançar todos os lares e ambientes com televisores ligados.  Numa campanha, o problema é que um fala, o outro também fala, todos falam. Um constrói e o outro desconstrói. Um diz e outro contradiz. E a decisão está no outro lado do aparelho. Mesmo assim, tenho a intuição de que, podendo essa ser desmentida pelos fatos, a propaganda eleitoral gratuita, em função da lógica dialética do jogo eleitoral, funciona mais como consolidadora de posições do que propriamente produtora de mudanças. Funcionaria, em geral, mais como cimentadora de posições do que propriamente criadora de novas realidades eleitorais. Apesar da importância que adquiriu essa via de propaganda, a campanha também se faz também através de outros expedientes, como manifestações, contatos diretos com o eleitor, a capacidade de motivação e mobilização da militância, debates entre outros.

 

OLIMPÍADAS

O ouro anda escasso para o Brasil nestas olimpíadas. Dada a raridade, vale muitíssimo. Custou muito.  Não dá para dizer que o importante é competir, participar. Esse ideal não é a realidade dos que rumaram para Pequim.  Até que o amarelo e o verde estiveram presentes e bem nas corridas de 100 e 200 metros, mas eram da pequena Jamaica. Por falar em ouro, a China parece confirmar seu propósito de conquistar a supremacia dourada nesta olimpíada. Contudo, afora isso, olhando com mais detalhes, parece que as medalhas estão sendo melhor distribuídas entre os países. Está mudando a geografia do ouro olímpico, está mais democratizada a colheita. Pena que a escassez de ouro esteja sendo grande para o gigante verde e amarelo.   Depois dos comentários de sempre depois que se faz o balanço, seguiremos como sempre. E, daqui a quatro anos, redescobrimos essa mesma realidade. E o mundo continua girando.

Escrito por Agenor Gasparetto às 09h01
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POLÍTICA E PESQUISA 162

 

POLÍTICA EXTERNA DE BUSH

O recente episódio da Geórgia, aliada dos Estados Unidos no Cáucaso, que invadiu a região separatista da Ossétia do Sul, com a expectativa de que os Estados Unidos e a Europa dariam cobertura a essa agressão, enquanto o mundo estaria ainda ouvindo o eco e vendo o brilho do último fogo de artifício da abertura dos jogos olímpicos de 2008, em Pequim, parece resumir o quão desastrosa foi a política externa dos Estados Unidos na era Bush filho. Dado que a Rússia reagiu imediatamente, invadindo com tanques o país, o presidente da Geórgia acordou de sua loucura e buscou desesperadamente um cessar-fogo. Descobriu que a Geórgia, afora discursos tentando acuar o Urso, não vale tanto quanto imaginou que valeria, e que a Europa e os Estados Unidos não iriam às últimas conseqüências por causa desse torrão de terra no remoto Cáucaso, ao alcance das garras do intempestivo urso.  Como foi possível que um presidente de um país invadisse uma região rebelde enquanto o mundo estava focado em outro evento de envergadura mundial, não fosse alguma certeza de que seria protegido pelos amigos e de que não haveria retaliação? Como Bush não alertou a esse presidente aliado de que caso fosse isso que ele viesse a fazer os riscos seriam por sua própria conta? Em suma, esse episódio talvez resuma o que foi a política externa do presidente Bush e o que deverá mudar no próximo governo seja ele democrata ou republicano.

 

 

REGISTROS DE RESULTADOS DE PESQUISA ELEITORAL

 

ITABUNA

A Sócio estatística realizou pesquisa em Itabuna, entre 10 e 12 de agosto de 2008, com 1100 eleitores. Margem de erro: 3%, ou seja, três pontos percentuais para mais e para menos do resultado encontrado.

 

Dentre os resultados, destacam-se: a administração Lula obteve 61,3% de avaliação positiva contra 11,7% de avaliação negativa. A administração Jacques Wagner obteve 32% de avaliação positiva contra 21,8% de avaliação negativa. Já a administração municipal, sob o comando de Fernando Gomes, apresentou 6,2% de avaliação positiva e 75,5% de avaliação negativa. Relembra-se que o conceito regular, em momentos decisivos, com a eleição, tende a assumir o sinal negativo. 

 

Eleitoralmente, na pesquisa espontânea, Pedro Eliodoro teria 0%, Capitão Azevedo 6,5%, Roberto Barbosa 2,4%, Capitão Fábio 11,9%, Adervan 0,6%, Juçara 22,9%, Geraldo Briglia 0,5%, Edson Dantas 2,7%, José Roberto, 0%. Os indecisos somaram 52,5%.

Na pesquisa estimulada, Pedro Eliodoro 0,2%, Capitão Azevedo 11,9%, Roberto Barbosa 3,4%, Capitão Fábio 18,4%, Adervan 1%, Juçara 29,7%, Geraldo Briglia 1,2%, Edson Dantas 3,8%, José Roberto 0,1%. Os indecisos somaram 22,4%. Os nulos e brancos somaram 7,9%.

Na pesquisa de rejeição, Pedro Eliodoro seria rejeitado por 13,7%, Capitão Azevedo por 23,9%, Roberto Barbosa por 17,6%, Capitão Fábio por 19,1%, Adervan por 10,7%, Juçara por 26,3%, Geraldo Briglia por 12,3%, Edson Dantas por 12,4% e José Roberto por 10,7%.



Escrito por Agenor Gasparetto às 09h08
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POLÍTICA E PESQUISA 161

 

AS VERDADES DE CADA LUGAR

Toda eleição é singular, ainda que aconteça em todos os municípios. Não há duas situações iguais. O que valeu na eleição anterior poderá não valer nessa e não valerá na próxima. Enfim, cada lugar tem suas verdades. Um símbolo, como uma estrela, não reluz da mesma forma em todos os lugares. Cada lugar adquire nuanças específicas.

 

DIVULGAÇÃO SISTEMÁTICA E DIVULGAÇÃO DE OPORTUNIDADE

Há divulgações de pesquisas eleitorais de duas ordens.

Há as divulgações sistemáticas de pesquisa, veiculadas por veículos de comunicação, como a cada mês ou a cada semana, dependendo do momento. Essas divulgações tendem a ter um efeito sobre a realidade e não dependem da posição ocupada por determinado candidato na disputa. Primam sobretudo como informação ao público, ainda que exerçam sobre esse alguma influência, induzindo o voto útil, por exemplo e até mesmo o voto ganhador, conhecido na expressão para não perder o voto, ou voto certo.

As outras são as divulgações de oportunidade, que atendem basicamente aos interesses de uma coligação ou de uma candidatura. Às vezes, são divulgações oportunistas, ou seja, resultam da captação favorável e da disposição de fazer isso chegar a todos, muitas vezes sem obedecer a nenhuma estratégia de campanha, a nenhum planejamento, satisfazendo tão somente ao desejo de mostrar quem é quem e tentar mergulhar a oposição no abismo, imaginando que a divulgação será boa para quem divulga e ruim, para o outro lado. Essas divulgações primam sobretudo como propaganda ainda que portadoras de alguma informação.

 

RESULTADOS ELEITORAIS E DIVULGAÇÃO PÚBLICA

A divulgação avulsa parece ser comandada pelo princípio de que o que é bom é para ser mostrado. Se for ruim, não há essa necessidade. Diante de resultados favoráveis, vi muitos olhos brilharem, sorrisos e demonstrações de contentamento e, porque não dizer, um ímpeto irresistível de tornar público. Afinal, “para que se faz pesquisa se não é para divulgar”, não raro comentam. O desejo de mostrar, motivado por diferentes razões, é imenso, quase incontrolável. No entanto, como regra, participo do ponto de vista que toda divulgação, que não obedeça a uma estratégia bem proposta e bem conduzida, passada a euforia dos primeiros momentos, revela-se o oposto do imaginado quando da intenção de divulgar.

Como regra, pouco agrega a quem divulga e pode favorecer a oposição, sobretudo quando o propósito não passa de uma inconfessada vontade de humilhar. Em primeiro lugar, ao se divulgar uma pesquisa eleitoral, apenas se está informando o que já está na realidade, o que está percebido, intuído. Não se agrega valor, apenas se confirma uma, digamos, percepção da realidade. Segundo, pelas regras da Justiça Eleitoral, os dados divulgados são públicos e podem ser acessados pela oposição, que, dado que o fato agora é público, precisa sair da inércia e tentar alguma superação. Não fosse a divulgação, é possível que deixasse o tempo passar, acreditando que o quadro seria favorável ou não tão desfavorável assim. E essa percepção do candidato deve-se ao fato de que o que chega até ele tem o viés da simpatia, do querer agradar e como esses sinais são predominantes, tende a passar a acreditar que a realidade é o que chega até ele. A pesquisa divulgada quebra, por assim dizer, o encanto e a oposição precisa reagir. O primeiro colocado passa a ser objeto de investidas e aquele que deverá ser batido. Aqui, também, o que parece ser, pode não ser o que aparenta. Mas cada caso é um caso.

Ceticismo à parte, obviamente, as divulgações, enquanto peças de marketing e propaganda, podem cumprir várias funções e até podem ser benéficas aos seus mentores, dependendo das circunstâncias, do momento. E não há ninguém melhor do que os profissionais do marketing para tomar semelhante decisão.

 

REGISTROS DE PESQUISAS ELEITORAIS

A Sócio Estatística encaminhou registros de pesquisas em vários municípios, como Ribeira do Pombal, Barra da Estiva, Ubatã, Itabuna entre outros. Alguns registros, feitos antes da pesquisa, não se consumam. Às vezes, em casos assim, a solução para esse fato passa pela busca de outro instituto. Ainda que resultados contraditórios revelem que pelo menos uma das duas pesquisas anda equivocada, para a democracia, à medida que induz ao questionamento, exige alguma reflexão, acaba desempenhando função positiva. Isto posto, proximamente, quando houver o sinal verde da Justiça Eleitoral, estarão também neste espaço alguns resultados eleitorais.

 



Escrito por Agenor Gasparetto às 15h38
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