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Política e Pesquisa  216

 

Nova GM

Na próxima quinta-feira, dia 9, poderá estar nascendo uma nova GM, denominada General Motors Company.

A nova GM contará com as marcas Chevrolet, Buick, Cadillac e GMC.

O capital da nova GM terá a seguinte composição:

  • Governo dos Estados Unidos: 60,8%, incorporando cerca de 50 bilhões de dólares na nova companhia;
  • Governo do Canadá: 11,7%, agregando pouco menos de 9 bilhões de dólares na companhia;
  • UAW-United Auto Workers, sindicato de trabalhadores: 17,5%, podendo ampliar posteriormente essa participação até 20%;
  • Credores da velha GM: 10%, podendo ampliar posteriormente essa participação até 25%.

O Governo norte-americano pretende sair da empresa no primeiro lançamento público de ações, que deverá ocorrer em 2010.

Seguramente, emergirá uma nova empresa dos escombros da que figurou por décadas como um dos maiores ícones do capitalismo mundial, hoje nos braços do Estado, ou, para ser exato, de Estados, mais sindicato de trabalhadores e credores da velha companhia. Começa a se desenhar o mundo pós-crise.

 

Honduras, velhas práticas em tempos novos

O presidente de Honduras, Manuel Zelaya, foi deposto por um golpe de estado no último dia 28 de junho. Os golpistas hondurenhos deixaram a Organização dos Estados Americanos em situação delicada. Representam também um teste também ao novo governo norte-americano, do presidente Barack Obama e da secretária de estado Hillary Clinton. Roberto Micheletti, veterano na política hondurenha, fez-se presidente sem votos. Oscar Arias, presidente da Costa Rica, é aceito como mediador entre as partes: presidente deposto sem apoio de seu partido e golpistas sob o comando de Micheletti. Enfim, voltamos a uma velha paisagem na América Latina, a dos golpes de estado como forma de conquista do poder. Contudo, os tempos parecem outros ou pelo menos deveriam ser outros. Parece importante que os demais estados das Américas não reconheçam o novo governo, por falta de legitimidade. A partir do momento em que governos passarem a reconhecer esse novo governo, a usurpação do poder estará recebendo alguma legitimidade. O mundo gira, mas parece voltar muitas vezes ao mesmo lugar.

 

Michael Jackson

Hoje, em Los Angeles, o mundo se despede de Michael Jackson. Morto, parece reconquistar seu lugar de ícone mundial. Morre às vésperas de uma tentativa de renascer através de seus shows. Morreu sob o peso imenso de seu espantoso sucesso nos anos 80 conjugado ao massacre da mídia insinuando assédio a menores, que o perseguiu como uma sombra persistente.

 

Crise no Senado Federal

A crise no Senado Federal descortina a prática política no país. Por essa Sarney não esperava. Tivesse do Amapá subido para a Guiana, em vez de comandar mais uma vez o Senado talvez estivesse mais feliz. A pergunta que talvez se faça: por que só eu e logo agora e apenas o Senado? O bom dessas coisas é que ajudam a ver a realidade como ela é e as sociedade vai ficando aos poucos mais exigente. Um lento, muito lento processo.

 



Escrito por Agenor Gasparetto às 17h31
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