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Política e Pesquisa 223Mancharam o paraíso, por Daniel ThameOportuno e necessário o texto-editorial desta quinta-feira, 24 de setembro de 2009, publicado pelo jornal Diário e integrante do blog do seu autor, jornalista Daniel Thame. O texto MANCHA VERMELHA NO PARAÍSO pode ser lido na íntegra no www.danielthame.blogspot.com. É incrível como a intolerância e a incapacidade de estabelecer uma relação civilizada tenha resultado na morte por assassinato, após emboscada, de dois professores, militantes sindicais, na paradisíaca Porto Seguro. Porto Seguro não mereceu esse triste episódio e não merecerá que fique impune.Aprender línguas estrangeirasAfora as escolas tradicionais de ensino de línguas estrangeiras, a Internet emerge cada vez mais como um grande contribuinte a aprendizagem. Há boas opções de aprendizagem para quem não tem condições de freqüentar cursos regulares e nem fazer intercâmbio. Obviamente, ajudará e muito também para esses que poder fazer intercâmbio e fazer cursos regulares. Caso você tenha interesse, faça uma tentativa. Sugiro www.livemocha.com. E escolha do espanhol ao russo passando pelo alemão, ouo inglês ao japonês passando pelo árabe ou pelo urdu. Ainda que o desespero compareça em seu horizonte, mantenha a serenidade e seja paciente e persistente. Ou pelo menos tente. Primeiras & MelhoresNova edição do prêmio Primeiras & Melhores, 11ª edição, em andamento. Bahia de Todas as LetrasA organização do concurso literário Bahia de Todas as Letras ainda está aguardando os resultados da avaliação dos trabalhos inscritos. Tão logo tenhamos todos os resultados, esses serão tornados públicos.
Escrito por Agenor Gasparetto às 11h06
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Política e Pesquisa 222 O fenômeno Lula e a sucessão presidencialNa sua reeleição, lembrando, Lula não participou de debates entre os então candidatáveis. Estava no auge da crise do Mensalão, ambulâncias e outras corrupções que ganham mais relevo em tempos eleitorais. No segundo turno com Alckmin, debateu e Alckmin viu seu eleitorado encolher do Primeiro para o Segundo Turno daquela eleição, apesar dos apoios que recebeu. Um dos pontos fortes de Lula foi e é sua capacidade de comunicação. Lula é um “animal midiático”. Neste momento, há praticamente um ano de sua sucessão, fase final de seu segundo mandato consecutivo, o governo Lula ostenta quase 70% de aprovação. Olhando apenas o político, esquecendo posicionamentos prós ou contra, não há como negar que Lula parece ter a desenvoltura de quem está começando um governo. Poucos tem a sua determinação. Nesse sentido, quer se goste ou não dele, não há como negar de que esse nordestino é realmente um “animal político”, literalmente falando, como o definiria o velho Aristóteles da Grécia da Antiguidade. Mesmo assim, mesmo mantendo esses patamares de aprovação até o final deste seu segundo mandato, Lula pode não fazer sucessor. Isto porque é preciso que o apoiado cumpra sua parte no processo. Enquanto o apoiado não fizer por merecer a confiança do eleitor, Lula poderá apenas fazer metade do processo de transferência, mas essa poderá não se consumar. O eleitor poderá abortar a idéia e o voto. Naturalmente, José Serra, principal nome da oposição, pode ser o merecedor da confiança do eleitor. Contudo, Serra poderá ter uma pedrinha em seu sapato nesse processo. Seu nome é Yeda Crusius, governadora do estado do Rio Grande do Sul, de seu partido, do PSDB. Não creio que Yeda vá ser cassada, mas será exaurida lenta e inexoravelmente. E a pedrinha poderá ficar maior. Em suma, é cedo para conclusões. Novidades são sempre possíveis ainda que o tempo pareça escasso. Carros de passeio a óleo diesel O sonho de muitos brasileiros é ter carro de passeio (mais trabalho do que passeio, para quase todos, obviamente) movido a óleo diesel. O governo argumenta não ser isso possível uma vez que o diesel é um combustível subsidiado. Efetivamente, não parece justo que todos os brasileiros paguem diesel subsidiado para poucos usufruírem. Contudo, se o brasileiro for muito rico e importar um carrão do exterior movido a diesel, aí pode abastecer, sem constrangimentos. Pobrezinhos.
Escrito por Agenor Gasparetto às 16h46
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POLÍTICA E PESQUISA 221 O PESO DE HONDURAS O que representa Honduras para o mundo? Economicamente, muito pouco. Em todos os parâmetros, muito pouco. Politicamente, muito pouco. O que acontece em Honduras tende a pesar muito pouco para o mundo. No entanto, em um ponto, Honduras pesa e pesa muito. De uma perspectiva democrática, o peso de Honduras situa-se no referencial simbólico, o peso do precedente. Neste aspecto, Honduras representa e, muito. Se o desfecho do episódio do golpe de estado resultar na restauração da institucionalidade democrática, ou seja, o respeito do poder oriundo da única fonte de legitimadora do exercício do poder, o povo, expresso nas urnas, Honduras poderá demarcar um novo tempo. Do contrário, o sinal será claro para todos e quaisquer postulantes a usurpar do poder em qualquer um dos quadrantes deste mundo globalizado. Portanto, o desfecho do golpe de estado em Honduras, aos pés e sob os olhos da ONU, e de seu todo-poderoso Conselho de Segurança, hoje em assembléia geral e discursos, na vizinha Nova Yorque, possui importância ímpar, singular. Pode ser pouco, mas, creia, é muito. O PESO DO BRASIL Zelaya, presidente deposto de Honduras, numa operação ainda insuficientemente explicada, aportou na embaixada brasileira, em Tegucigalpa. E colocou o Brasil em teste. Para quem pleiteia um lugar permanente no Conselho de Segurança da ONU, como o Brasil, eis um teste real. E Lula, em seu discurso, bem como o embaixador brasileiro, estão tentando chamar a atenção para a gravidade do problema. Contudo, o mundo parece pouco atento e pouco interessado. Há questões mais graves e mais relevantes, como a crise mundial, a crise climática, por exemplo. No entanto, o retorno de Zelaya à capital hondurenha tensiona e expõe ao mundo a situação anormal desse país e o Brasil vive momento delicado em sua política externa. Caso o governo interino decida atropelar o direito internacional, invadindo a embaixada brasileira, abre um precedente grave. Se uma invasão resultar em mortes, piora. Enfim, o tempo está se esgotando. Pretextos para abusos são fáceis de produzir.
Escrito por Agenor Gasparetto às 15h09
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