Política, Pesquisa e Literatura


POLÍTICA E PESQUISA 407

 

Entre os dias 1 e 8 de março deste mês, a Sócio Estatística realizou uma pesquisa de avaliações com 804 itabunenses maiores de 16 anos, correspondendo a um erro amostral da ordem e3 quatro pontos percentuais para mais e para menos, supondo intervalo de confiança da ordem de 95%. A seguir, alguns resultados:

 

ASSIM TERMINOU A ADMINISTRAÇÃO DO EX-PREFEITO AZEVEDO  

O ex-prefeito Azevedo terminou o seu mandato como prefeito de Itabuna com uma avaliação de seu governo tendendo ao negativo na opinião dos itabunenses, com Razão Real de menos 2,5. Ou seja, 21,1% avaliando positivamente e 52,1% avaliando negativamente, sendo que desses 42,9% avaliaram a administração Azevedo como “péssima”. Essa avaliação praticamente sela a sorte de Azevedo como político no curto prazo. Saiu mal do governo e sair mal não é uma boa notícia e não emite sinais alvissareiros para o futuro, muito pelo contrário.

 

ASSIM COMEÇOU A ADMINISTRAÇÃO DO PREFEITO VANE

O prefeito Vane começou seu governo com avaliação tendendo muito levemente ao positivo. Razão Real de apenas 1,1. A rigor, 34,5% não quiseram se pronunciar, num sinal claro de que estão analisando e buscando mais elementos para uma opinião mais definitiva acerca do presente governo.  Apenas 23,2% avaliaram esse começo de governo com os conceitos “ótimo” ou “bom”. Em compensação, apenas 20,8% avaliaram seu governo com conceitos “ruim” ou “péssimo”.  21,5% ficaram com o conceito “regular”, um conceito que, em momentos de decisão, tende ao negativo. Obviamente, é cedo para conclusões. O fato do itabunense preferir não emitir uma opinião acerca do seu desempenho como chefe de uma administração municipal, tem pelo menos duas interpretações: a boa é que o eleitor não está condenando, prefere ter mais elementos. Já a outra, não tão boa, é que o prefeito Vane não terá concessões da perspectiva da avaliação. O itabunense está sendo exigente. Quer resultados. Não haverá gratuidade na aprovação. Ou faz por merecer, ou não a terá. Terá que provar que será capaz de ir além de boas intenções e bons propósitos.

 

PERCEPÇÃO DO MOMENTO ECONÔMICO VIVIDO POR ITABUNA

A percepção do momento econômico vivido por Itabuna tende do “parado” ao “indo para trás”. Apenas 21,3% disseram que Itabuna “está se desenvolvendo”, contra 52,7% quer disseram que “está parada” e outros 24,5% que disseram que “está indo pra trás”. Esses dados apontam para uma situação de baixa auto-estima do itabunense, não parecendo isso uma boa notícia. O trabalho do prefeito passa necessariamente pela elevação da confiança e da auto-estima dos seus concidadãos em relação ao futuro de cidade em que vivem.

 

AVALIAÇÃO DO GOVERNO WAGNER

O governo Wagner continua tendo uma avaliação tendendo ao negativo em Itabuna. Razão Real 1,5. Já foi pior. Contudo, está longe de sinalizar um processo sucessório em céu de brigadeiro na ótica do itabunense se persistir atual percepção. Avaliaram positivamente o governo Wagner 23,4% e avaliaram negativamente, 34,6%. Já foi pior.

 

AVALIAÇÃO DO GOVERNO DILMA

O governo Dilma tem avaliação tendendo fortemente ao positivo. Os que avaliaram positivamente somam 49,6% e os que avaliaram negativamente somam 10,5%. Razão Real de 4,7.  Portanto, Dilma consegue ter, mesmo em uma comunidade em que a população não parece estar de bem com os políticos e suas administrações, uma avaliação tendendo francamente ao positivo. Mantê-la será o desafio.

 

INTERNAMENTO COMPULSÓRIO DE DEPENDENTES QUÍMICOS

Para mais de dois terços dos itabunenses, “dependentes químicos” deveriam ser internados compulsoriamente, mesmo contra a sua vontade.  67,6% a favor e 30,9% contra e 1,5% que não opinaram. Contudo, será necessário definir claramente o que vem a ser “dependente químico” e analisar com cuidado sobre as condições a partir das quais alguém deve ser compulsoriamente internado, bem como a que tipo de tratamento será oportunizado a quem vier a sofrer esse tipo de intervenção á força. Obviamente, isto implica em estrutura de recepção dessas pessoas, bem como profissionais e serviços que se traduzirão em custos. O pressuposto da internação compulsória é a garantia de um tratamento digno aos que precisam dela, a ponto de serem privados de sua liberdade no ato da internação e subseqüente tratamento. Do contrário, não havendo a possibilidade de um tratamento adequado e humano, talvez seja melhor não interferir, sob pena de agregar um custo sem um serviço e uma melhoria da situação.

 

MAIOR PROBLEMA DE ITABUNA HOJE

Os dois maiores problemas para o itabunense hoje são a “saúde”, apontada por 27,7% e a “violência/segurança pública”, apontada por 30,4%.  Essas respostas parecem muito expressivas, especialmente por serem espontâneas. Apenas 1,6% não responderam.

 

MAIOR PROBLEMA DE ITABUNA HOJE NA ÁREA DE SAÚDE

Na área de saúde, na ótica do itabunense, o maior problema é a “falta de consultas e de atendimento” com 44,1% das indicações das respostas espontâneas. Em segundo lugar, “Falta de médicos” com 25,9%. Essas duas demandas, a rigor, podem ser resumidas a uma só: “falta de consulta e respectivo atendimento médico”. O que agrega gravidade à situação é que as respostas foram espontâneas. Apenas 5,6% não responderam.

 

AVALIAÇÃO DE MANDATOS PARLAMENTARES

A pesquisa avaliou também o mandato dos três deputados por Itabuna. O deputado federal Geraldo Simões, apesar de ter obtido o maior percentual de visibilidade, apresentou avaliação tendendo ao negativo, ao contrário dos deputados estaduais Augusto Castro e Coronel Santana, que tiveram avaliação tendendo ao positivo. 

Comparativamente, o deputado Augusto Castro leva pequena frente sobre o Coronel Santana.

 



Escrito por Agenor Gasparetto às 00h04
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